Insuficiência renal: dispositivo móvel pode aumentar esperança de vida

Projeto NEPHRON+ WAKD

17 abril 2014
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Um consórcio de investigadores europeus tem vindo a desenvolver um dispositivo renal artificial móvel que permitirá aos pacientes em diálise terem uma vida mais ativa, bem como aumentarem a sua esperança de vida em cerca de 10 a 16 anos.
 

A doença renal avançada é um problema de saúde pública global, estimando-se que cerca de 2,4 milhões de pacientes faça diálise. Devido ao envelhecimento da população e aumento da prevalência da diabetes, o número de novos casos tem vindo a aumentar cerca de 7 a 8% anualmente.
 

De acordo com os especialistas, sem tratamento, a insuficiência renal é mortal. Contudo, mesmo os melhores tratamentos não são ideais. Os pacientes necessitam de ser tratados com uma máquina de diálise em casa ou no hospital, por vezes de duas em duas horas. Na verdade os pacientes despendem grande parte do seu tempo ligados ao equipamento de diálise. Adicionalmente, a esperança de vida de um indivíduo com 20 anos que sofra de insuficiência renal é de apenas 20 anos, a não ser que lhe seja doado um órgão.
 

Contudo, tudo isto pode mudar através deste projeto denominado NEPHRON+ WAKD (Wearable Artificial Kidney Device) o qual está equipado com informação e tecnologias de comunicação para monitorização remota.
 

Este novo sistema funciona como uma máquina de diálise, retira o sangue do paciente e força-o a passar por vários filtros, removendo assim os resíduos que seriam excretados habitualmente através da urina. Através deste dispositivo o paciente pode monitorizar os dados através de um smartphone e os dados podem também ser envidos para o seu médico, o que permite uma monitorização contínua da condição. Desta forma, este dispositivo móvel irá reduzir a necessidade dos pacientes irem ao hospital para serem submetidos a um tratamento de emergência, uma vez que a diálise constante é mais eficaz que o tratamento intermitente.
 

“Este dispositivo de diálise contínua permite uma extração suave e uniforme das toxinas, semelhante à conseguida com um rim natural. Este processo melhora bastante esta condição e elimina a síndrome de doença após diálise de que muitos pacientes sofrem” explicou, em comunicado de imprensa, um dos especialistas que integrou o projeto, Frank Simonis.
 

Atualmente o NEPHRON+ WAKD está ser testado em animais, tendo de passar por vários testes rigorosos antes de ser utilizado nos pacientes com doença renal. Contudo, o projeto já atingiu uma fase em que os parceiros comerciais estão prontos para levar a tecnologia para a próxima fase.
 

Para além de esta alternativa diminuir os custos associados ao tratamento, a líder do projeto, Anastasia Garb, conclui que com este dispositivo “os pacientes poderão ter uma vida mais normal, trabalhar e praticar exercício sem as longas e regulares visitas aos centros de hemodiálise”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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