Insuficiência renal crónica: transplante pode devolver a esperança de engravidar

Alerta a Sociedade Portuguesa de Transplantação

05 maio 2014
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Um transplante pode devolver a esperança de engravidar às mulheres que sofrem de insuficiência renal crónica, refere a Sociedade Portuguesa de Transplantação a propósito do Dia da Mãe, que se celebrou ontem.
 

“A fertilidade é baixa nas mulheres com insuficiência renal crónica avançada. Ocorrem 0,3 a 1,5 gravidezes por 100 mulheres/ano, em idade fértil e submetidas a hemodiálise. Após o transplante, a fertilidade aumenta significativamente para 3,3 gravidezes por 100 mulheres/ano em idade fértil, apesar de continuar a ser inferior à da população em geral (10 gravidezes por 100 mulheres/ano em idade fértil) ”, explica o nefrologista na consulta de Nefro-Obstetrícia da Maternidade Daniel de Matos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Luís Freitas.
 

De acordo com o comunicado enviado pela Sociedade Portuguesa de Transplantação à ALERT, o planeamento da gravidez e aconselhamento com um nefrologista assistente é fundamental.
 

“É aconselhável esperar um ano, após o transplante de dador-vivo, e 2 anos, após o transplante de rim de cadáver, de modo a deixar estabilizar a função do enxerto, reduzir o risco de exposição às doses elevadas de fármacos imunossupressores, utilizadas no pós-transplante precoce e deixar passar o período de maior ocorrência de episódios de rejeições agudas. Há fármacos contra-indicados durante a gravidez (alguns imunossupressores e anti-hipertensores), que devem ser substituídos de forma planeada”, diz o nefrologista.
 

A necessidade de acompanhamento por uma equipa médica multidisciplinar provém dos riscos associados à gravidez. Luís Freitas explica que os riscos maternos incluem uma maior ocorrência de pré-eclampsia, eventualmente diabetes gestacional, existindo, em situações extremas, risco de morte. Por outro lado, há também riscos fetais, como prematuridade, restrição de crescimento intra-uterino e com alguma frequência morte fetal.
 

O nefrologista refere ainda que “existem em Portugal serviços de Obstetrícia já com longa experiência no acompanhamento destes casos”.
 

“As mulheres transplantadas que pretendam engravidar, ou que tenham engravidado acidentalmente, devem informar-se junto do médico nefrologista assistente, que as orientará adequadamente”, aconselha.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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