Insuficiência hepática: nova forma de tratamento

Estudo publicado na revista “Gastroenterology”

14 setembro 2015
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Os pacientes com insuficiência hepática podem beneficiar de um tratamento que ajuda o sistema imunológico a combater infeções associadas à condição, sugere um estudo publicado “Gastroenterology”.
 
O estudo realizado em ratinhos e liderado pelos investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, constatou que o tratamento com uma molécula que ativa a função do sistema imunológico, a CSF-1, ajuda a desencadear os mecanismos de defesa natural no fígado.
 
Na opinião dos investigadores, no caso de esta terapia ser bem-sucedida nos pacientes, poderá ajudar aqueles que não podem ser submetidos a um transplante hepático.
 
Os pacientes com insuficiência hepática são altamente propensos a infeções graves que podem conduzir à septicemia, uma condição potencialmente fatal. Atualmente, o transplante é o único tratamento eficaz para a insuficiência hepática, mas é muito perigoso para pacientes com septicemia.
 
Neste estudo, os investigadores mediram os níveis de CSF-1 em amostras de sangue. Verificou-se que os pacientes com níveis elevados desta molécula eram mais propensos a sobreviver do que aqueles com níveis mais baixos. Após terem administrado a CSF-1 a ratinhos com lesões no fígado, os investigadores descobriram que o tratamento aumentou a capacidade do sistema imunitário de combater as infeções.
 
A CSF-1 é uma molécula de sinalização que recruta células do sistema imunológico conhecidas como macrófagos, que fazem parte da primeira linha de defesa do organismo contra as infeções. Os macrófagos ajudam também a remover as células danificadas e tem sido sugerido que ajudam o fígado a autorreparar-se.
 
De acordo com os investigadores, este tratamento pode ajudar a aumentar a recuperação de pacientes oncológicos que foram submetidos a uma cirurgia para remoção de parte do fígado. Este pode ser também benéfico para os indivíduos com danos hepáticos severos causados por uma dose exagerada de paracetamol.
 
“As infeções graves são comuns em pacientes com insuficiência hepática e são muitas vezes fatais. O passo seguinte é verificar se o tratamento é seguro e eficaz em pessoas, antes de ser disponibilizado para pacientes com insuficiência hepática”, conclui um dos investigadores, Stuart Forbes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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