Insuficiência cardíaca pode ser tratada com novas células?

Estudo publicado na revista “Cell Stem Cell”

08 março 2016
  |  Partilhar:

Investigadores americanos descobriram como produzir um novo de tipo de células que estão entre as células estaminais embrionárias e as células cardíacas adultas e que podem ser a chave para o tratamento de doenças cardíacas, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Stem Cell”.
 

Os investigadores constataram que estas células progenitoras cardiovasculares induzidas expansíveis (ieCPC, sigla em inglês) podem desenvolver-se em células cardíacas e manter a sua capacidade de replicação. “As ieCPC podem replicar-se e diferenciar-se em três tipos de células cardíacas, o que as torna num potencial tratamento muito prometedor para a insuficiência cardíaca”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Yu Zhang.
 

As células progenitoras cardiovasculares (CPC, sigla em inglês) são geradas naturalmente à medida que o coração é formado no embrião e dão origem a uma seleção de diferentes tipos de células do coração.
 

As células estaminais específicas de um órgão são especiais uma vez que que se podem diferenciar em células adultas e replicarem-se indefinidamente. Neste estudo, as ieCPC foram expandidas exponencialmente ao longo de dúzias de gerações, tendo sido criadas células suficientes para tratar vários pacientes. Este tipo de autorrenovação é particularmente importante para o tratamento da insuficiência cardíaca, uma vez que mais de mil milhões de células cardíacas podem ser perdidas após um enfarte agudo do miocárdio.
 

A renovação celular prolífica significa que as ieCPC podem ser uma forma sustentável de substituir células danificadas. Estas células também se podem desenvolver em três tipos distintos de células cardíacas: os cardiomiócitos, células endoteliais e células do músculo liso. Quando injetadas no coração, as células transitaram espontaneamente para este tipo de células sem necessidade de sinais adicionais.
 

As tentativas anteriores para tratar a insuficiência cardíaca através do transplante de células cardíacas falharam em grande parte devido ao facto de as células morrerem rapidamente e não se autorrenovarem, o que significa que a sua capacidade de repovoar o coração doente é limitada. Adicionalmente, apenas um único de tipo de células, os cardiomiócitos, são tipicamente utilizados nos transplantes, mas o coração necessita dos três tipo de células para funcionar adequadamente. A injeção de células estaminais não cardíacas também tem um sucesso limitado. Por outro lado, estas células também aumentam o risco de formação de tumores.
 

No estudo, os investigadores verificaram que 90% das ieCPC injetadas e retidas no coração dos ratinhos após enfarte agudo do miocárdio foram transformadas com sucesso em células cardíacas funcionais.
 

O estudo apurou que as ieCPC aumentaram significativamente a função cardíaca, tendo o coração bombeado mais eficazmente. Estes efeitos benéficos duraram pelo menos três meses. Uma vez que estas células são produzidas a partir das células da pele, as iePCS poderão abrir portas para a medicina personalizada, utilizando as células do próprio paciente para tratar a doença cardíaca.  
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.