Instituto do Porto desenvolve tecnologia para ajudar invisuais

Projeto CE4BLIND do INESC TEC

28 abril 2015
  |  Partilhar:
Ler um artigo de jornal, um menu de restaurante ou identificar um percurso e reconhecer embalagens são algumas das tarefas que o projeto que o Instituto de Engenharia de Sistemas de Computadores do Porto (INESC TEC) se encontra a desenvolver para conceder maior autonomia a pessoas cegas ou com visão reduzida, revela uma notícia divulgada pela agência Lusa.
 
CE4BLIND – “context extraction for the blind using computer vision”, em português “extração de contexto para cegos utilizando visão por computador” – é uma aplicação informática que poderá ser usada num computador, telemóvel ou tablet em conjunção com outros componentes (como, por exemplo, uma bengala eletrónica ou visão por câmara) para reconhecer o espaço.
 
"O objetivo é obter apoio inteligente e combater a infoexclusão digital dos invisuais, fazendo-os sentir-se integrados e produtivos na sociedade digital", explicou à agência Lusa o investigador do INESC TEC João Barroso.
 
O projeto procura “aumentar a perceção da realidade a quem não consegue utilizar a visão” através de um meio não invasivo e que não altere muito as rotinas do utilizador.
 
Este projeto é composto por outros projetos de conceção e desenvolvimento de componentes que interagem com esta plataforma digital móvel.
 
Um desses projetos é o Blavigator, igualmente desenvolvido pelo INES TEC, que consiste numa bengala que transmite informação via Bluetooth para a plataforma, dando indicações ao cego através de vibração ou som.
 
Smartvision é outro projeto e consiste em visão artificial, ou seja, câmaras que permitem que o invisual, ao caminhar ou ler algo o faça focando uma câmara que emitirá a informação para a CE4BLIND para esta a descodificar e emitir.
 
Um terceiro projeto passa por pedir ajuda através do envio de imagens para um utilizador remoto para que este dê informações em tempo real à pessoa invisual, ajudando-a na tarefa em questão.
 
Segundo o investigador e docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) “são vários os módulos que podem redundar em objetivos semelhantes, mas isso cria segurança ao utilizador”, esclarece.
 
João Barroso explicou que se tratam apenas de protótipos e não produtos finais, embora o grande objetivo seja “disponibilizar um produto” com finalidades comerciais ou pelo menos para uso de instituições.
 
O projeto CE4BLIND conta com a participação da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, e da Associação para Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO). À primeira cabe o apoio na impressão 3D (dados tridimensionais) de objetos específicos para que o cego possa fazer o seu reconhecimento através do tato, enquanto à segunda cabe a “disponibilização” de associados para a realização de testes com os aparelhos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.