Inseminação artificial pode originar mudanças genéticas

Estudo espanhol introduz bactérias no ADN de ratinhos

03 janeiro 2006
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Crianças concebidas por um método de inseminação artificial poderiam transportar bactérias nos seus cromossomas, segundo um estudo da INIA, Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria espanhola.
 

 

No estudo – que foi publicado nas revistas especializadas New Scientist e Human Reproduction –, o sémen de ratinhos foi misturado com bactérias E. Choli para verificar se aconteceria algum tipo de mudança genética. Em seguida, o esperma foi introduzido em óvulos de ratinhos e foi verificado que alguns dos embriões resultantes dessa fertilização continham, de facto, um gene da E.coli.
 

 

Na investigação, os cientistas queriam descobrir se o ICSI (injecção intracitoplasmática de espermatozóide) poderia ser útil para a produção de animais geneticamente modificados. A partir da pesquisa inicial, os especialistas tiveram a curiosidade de saber se os cromossomas de crianças concebidas por meio de ICSI poderiam ter sido acidentalmente contaminados, caso a amostra de esperma utilizada tivesse sido contaminada por uma bactéria. Para chegar às conclusões publicadas, o estudo utilizou concentrações altas de bactérias que normalmente poderiam ser detectadas ao microscópio por técnicos de inseminação artificial.
 

 

Para os especialistas, no entanto, os resultados da experiência são apenas teóricos, uma vez que, na prática, não existem registos de quaisquer problemas provocados pelos processos descritos.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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