Insatisfação familiar e depressão agravam esclerose múltipla

Estudo realizado na Universidade do Porto

08 junho 2009
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A insatisfação familiar e a depressão ajudam no agravamento dos défices neuropsicológicos dos doentes que sofrem de esclerose múltipla, sugere um estudo realizado na Universidade do Porto e apresentado na reunião do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM) da Sociedade Portuguesa de Neurologia, que ocorreu no fim-de-semana passado.

 

Os investigadores do Hospital de S. João e da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto estudaram a relação entre o funcionamento familiar, os défices neuropsicológicos, a ansiedade e a depressão num grupo de 25 mulheres portadoras de esclerose múltipla, com idades compreendidas entre os 25 e os 58 anos.

 

Os resultados do estudo, a que a agência Lusa teve acesso, revelam que há "uma implicação do funcionamento emocional e familiar no funcionamento neuropsicológico" e permitem concluir que "estes factores [emocionais e familiares] devem ser ponderados na implementação de programas de intervenção, quer ao nível da psicoterapia individual quer ao nível da psicoterapia familiar e também em programas de reabilitação neuropsicológica e psicossocial destes doentes".

 

O presidente da GEEM, José Grilo Gonçalves, explicou que “a esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central, que evolui por surtos, deixando sempre sequelas depois da sua ocorrência, as quais se traduzem em incapacidade para o doente". A esclerose múltipla “ataca predominantemente as pessoas jovens, entre os 20 e os 40 anos, e pensa-se que se deve a uma conjugação de factores genéticos e ambientais".

 

O neurologista do Centro Hospitalar de Coimbra acrescentou ainda que “o que se encontra comprometido é o sistema imunitário do próprio doente, que ataca a mielina, a substância que protege os nervos.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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