Inquérito revela extrema falta de informação quanto à SIDA

Educação sexual está a falhar como meio de prevenção da doença

06 julho 2004
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 Um estudo apresentado esta semana pelo sociólogo Fausto Amaro, realizado pelo Centro de Estudos da Família do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, indica que mais de 40 por cento dos portugueses não usa sempre o preservativo em relações ocasionais ou em situações de mais do que um parceiro sexual, e que perto de 20 por cento nunca utiliza este meio de prevenção da transmissão do vírus.Um dado que «deve preocupar», segundo o também coordenador do estudo, que salientou outros resultados, como o facto de quatro em cada dez (41 por cento) dos homens inquiridos terem tido três ou mais parceiros no último ano, enquanto um quarto (25 por cento) teve relações sexuais com cinco ou mais parceiros.No caso das mulheres, o estudo - realizado em Abril deste ano, com uma amostra de mil  indivíduos representantiva da população portuguesa -, indica que 17,6 por cento tiveram relações sexuais com três ou mais parceiros no último ano. «Fiquei colado ao terreno quando vi os resultado»", afirmou Meliço Silvestre. O infecciologista reconheceu que as «pessoas pensam que têm conhecimentos [sobre a transmissão do vírus] mas não se consciencializam dos riscos».O «Inquérito às opiniões, atitudes, conhecimentos e comportamentos face à sida, da população portuguesa dos 15 aos 64 anos» indicou ainda que mais de 30 por cento dos inquiridos afirmou que «não havia necessidade» em utilizar o preservativo. Elevado é também o número de portugueses que acredita não existir risco de contrair o vírus da sida se tiver «relações sexuais com uma pessoa de aspecto saudável, sem preservativo».Fonte: Lusa

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