Inquérito a nível mundial sobre consumo de álcool e drogas arrancou em Portugal

Global Drug Survey

22 novembro 2016
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Esta semana arrancou em Portugal o maior inquérito online do mundo sobre consumo de álcool e drogas, o “Global Drug Survey” (GDS), que aborda temas como as drogas vaporizadas ou o ayahuasca, uma bebida “mística”.
 
O inquérito estará disponível durante dois meses e, segundo os organizadores, pretende chegar este ano a 200 mil pessoas, depois de ter ultrapassado as 100 mil nas cinco edições anteriores.
 
Helena Valente, da Faculdade de Psicologia do Porto, investigadora na área das substâncias psicoativas e uma das representantes em Portugal do GDS, explicou à agência Lusa que o inquérito é lançado em 23 países e que é “o maior inquérito sobre padrões de consumo de drogas no mundo”.
 
A investigadora reconheceu que por ser online não chega a todo o tipo de pessoas, mas que, por outro lado, o facto de ser respondido pela internet concede-lhe um grau de confidencialidade que permite respostas “que de outra forma eram complicadas”, dado que em alguns países “os consumidores de drogas têm a vida dificultada”.
 
De qualquer forma, explicou, consegue-se o objetivo, que é ter um conhecimento sobre padrões de consumo, sendo que ao mesmo tempo se “dá um retorno aos que respondem”, criando informação sobre formas de gerir consumos, e dando conselhos práticos para ajudar os consumidores.
 
O inquérito, disponível em www.globaldrugsurvey.com/GDS2017, não está pensado para “padrões de consumo problemático” nem para pessoas que não têm qualquer consumo, sendo mais para “consumidores ocasionais”, quer de drogas mais comuns quer de novas substâncias.
 
Helena Valente explicou que este ano vai incidir nas drogas vaporizadas, na compra de drogas na chamada darknet (rede fechada, não acessível pelos meios convencionais) e no uso crescente de ayahuasca, uma bebida feita de várias plantas que altera a consciência e permite sensações de psicadelismo e visionismo, usada por exemplo por algumas tribos no Brasil.
 
Vai ser também abordado o uso medicinal de canábis, o consumo de ecstasy nas mulheres, os cogumelos mágicos e as bad trip, a ajuda aos consumidores de álcool que querem beber menos, ou as substâncias, além da canábis, que estão a ser consumidas por vaporização e quais os riscos.
 
Helena Valente disse que o consumo de drogas por vaporização é uma nova moda, nomeadamente o haxixe. Um vaporizador permite a extração e inalação dos compostos ativos do produto e substitui o método tradicional de misturar com tabaco.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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