Injecção de aspirina reduz endometriose

Estudo da Universidade Estadual Paulista

21 outubro 2011
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Um estudo realizado por investigadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Brasil, sugere que a aplicação de ácido acetilsalicílico (aspirina) pode ser eficaz no tratamento da endometriose.

 

A endometriose é uma patologia ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial além dos limites uterinos, que provoca dores fortes e pode ser causa de infertilidade na mulher. Actualmente o tratamento mais indicado é a cirurgia.

 

Os cientistas realizaram o teste em coelhas e verificaram que o foco de endometriose diminuiu entre 50% e 60% no caso dos animais que receberam o tratamento com aspirina.

 

Em estudos anteriores, o líder da equipa, Rogério Saad Hossne, já tinha observado, noutros modelos experimentais, que a aspirina promovia a destruição do tecido, que é absorvido pelo organismo, deixando apenas uma cicatriz.

 

Neste estudo, a equipa de Hossne decidiu avaliar se a aspirina promovia o mesmo efeito na endometriose de coelhas. Foram seleccionados 40 animais: 20 receberam o fármaco e 20 foram separados para controlo.

 

Trinta dias depois, os investigadores observaram que o foco de endometriose tinha crescido e media cerca de 1 cm. Nessa altura, parte das coelhas recebeu aspirina ou soro fisiológico no foco da lesão um dia depois e a outra metade recebeu o mesmo tratamento dez dias depois.

 

Segundo os investigadores, tanto no grupo de coelhas que recebeu aspirina um dia depois, quanto no grupo que recebeu o fármaco dez dias depois, o tamanho do foco de endometriose reduziu entre 50% e 60%. No mesmo período, as coelhas que receberam soro fisiológico mantiveram o foco da endometriose do mesmo tamanho.

 

Os resultados do trabalho foram apresentados no Congresso Mundial de Endometriose, realizado recentemente em França, sendo que os cientistas adiantaram que o início dos testes em mulheres deve demorar cerca de um ano.

 

O Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Unesp continua, entretanto, na procura de novas opções terapêuticas no âmbito farmacológico para "diminuir o número de procedimentos invasivos, impedir a invasão endometriótica, melhorar a evolução prognóstica e reduzir os índices de recidivas".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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