Inglaterra dá luz verde a «Bebés-medicamento»

Câmara dos Lordes permite utilização de embriões seleccionados para salvar vidas

06 maio 2005
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A Câmara dos Lordes, em Inglaterra, autorizou na semana passada a criação de «bebés-medicamento» para tratar irmãos com doenças genéticas fatais. De forma unânime, a mais alta instância judicial inglesa determinou que a manipulação genética de tecidos pode ser autorizada pela Autoridade para a Embriologia e Fertilização Humana (Human Fertilization and Embryology Authority - HFEA).
 

 

A batalha jurídica remonta a 2001, quando a HFEA permitiu que os pais de crianças com doenças muito graves recorressem a um diagnóstico genético pré-implantatório. Feito através de fertilização in vitro, este diagnóstico permite escolher um embrião não-portador de qualquer doença, que tenha tecidos compatíveis com os da criança doente.
 

 

O grupo Comment on Reproductive Ethics (Core), no entanto, recorreu ao tribunal para desautorizar a HFEA e contestar o uso do tratamento numa criança de seis anos, Zian Hashmi. Em Abril de 2003, a família de Zian Hashmi recorreu igualmente a tribunal e conseguiu retomar o tratamento. Não satisfeita, a organização ética pediu à Câmara dos Lordes para rever o caso.
 

 

Zian nasceu com uma doença genética fatal - «betatalassemia maior» .Ou seja, o seu corpo não produz suficientes glóbulos vermelhos, tendo de tomar diariamente um cocktail de medicamentos e fazer transfusões mensais de sangue para se manter vivo. Os pais, Raj e Shahana Hashmi, adoptaram a fertilização in vitro na expectativa de ter um bebé com tecidos compatíveis com o filho doente. Na teoria, retirar-se-iam células estaminais do cordão umbilical do bebé para Zian. A gravidez, no entanto, nunca chegou ao fim.
 

 

Fonte:Público
 

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