Ingestão de frutose pela mãe atinge os fetos

Estudo publicado na revista “Endocrinology”

04 maio 2011
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O consumo de frutose durante a gravidez pode afectar o desenvolvimento da placenta e resultar em mudanças específicas do sexo da endocrinologia fetal e neonatal, aponta um estudo publicado na revista “Endocrinology”.

 

A frutose é um açúcar simples encontrado naturalmente no mel, frutas e nalguns vegetais. Dietas ricas em frutose dietética, particularmente devido a bebidas adocicadas, são cada vez mais comuns e têm demonstrado ser prejudiciais para a regulação da ingestão energética e a adiposidade corporal.

 

"Houve um aumento significativo no consumo de bebidas e alimentos com frutose, especialmente entre as mulheres em idade reprodutiva", explicou, em comunicado, Mark Vickers, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e principal autor do estudo. "Esta é a primeira vez que se demonstra que os fetos femininos e masculinos reagem de maneira diferente ao consumo de frutose materna, e que estas mudanças relacionadas com o sexo podem estar associadas a alterações no desenvolvimento da placenta."

 

Neste estudo, os cientistas examinaram ratinhos fêmea, em fase de acasalamento, os quais foram acondicionadas para receber água ou uma solução de frutose que representou 20% de ingestão calórica a partir de frutose. Só os fetos do sexo feminino nos ratinhos alimentados com frutose apresentaram maior leptina, frutose e glucose no sangue do que os  ratinhos correspondentes do grupo de controlo. Os filhotes machos e fêmeas de ratinhos alimentados com frutose, apresentaram ambos maiores teores de frutose no plasma e estavam hipoinsulémicos.

 

Os investigadores também descobriram que a placenta dos fetos do sexo feminino nos ratinhos alimentados com frutose era mais leve que a dos fetos do sexo feminino no grupo de controlo. "Mais estudos são fundamentais para determinar os efeitos a longo prazo da ingestão de frutose materna sobre a saúde e o bem-estar da prole e para perceber se as diferenças observadas no estudo obtêm diferentes perfis de risco para a doença metabólica no período pós-desmame", adiantou Deborah Sloboda, também da Universidade de Auckland e co-autora da investigação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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