Ingerir menos alimentos durante a noite reduz efeitos da privação do sono

Estudo da Universidade da Pensilvânia

09 junho 2015
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Ingerir menos alimentos a horas tardias da noite pode ajudar a reduzir os problemas de concentração e atenção que acompanham a privação do sono, sugere um estudo da Universidade da Pensilvânia.
 

"Os adultos consomem cerca de 500 calorias adicionais durante as horas tardias da noite. O nosso estudo demonstrou que a diminuição da ingestão destas calorias pode ajudar a prevenir alguns dos declínios que, caso contrário, os indivíduos podem  ter no desempenho neurocomportamental durante a restrição do sono”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, David F. Dinges.
 

No estudo apresentado no congresso SLEEP 2015, 44 indivíduos com idades compreendidas entre os 21 e os 50 anos tiveram acesso ilimitado a alimentos e bebidas durante o dia. Posteriormente os participantes dormiram apenas quatro horas por noite, durante três noites seguidas. Na quarta noite, 20 dos participantes continuou a ter acesso indiscriminado a alimentos e bebida, enquanto os restantes 24 apenas consumiram água desde as 22h até às quatro da manhã, hora a que foram dormir.
 

Todas as noites às duas da manhã, os participantes realizaram vários testes que mediram a memória de trabalho, capacidades cognitivas, sonolência, nível de stress e humor.
 

O estudo apurou que ao longo da quarta noite, os indivíduos que fizeram jejum tiveram um melhor desempenho no tempo de reação e lapsos de atenção comparativamente com aqueles que tiveram livre acesso aos alimentos e bebidas. Adicionalmente, os indivíduos que comeram tiveram tempos de reação significativamente mais lentos e mais lapsos de atenção na quarta noite de privação de sono, comparativamente com as três primeiras noites. Por outro lado, os participantes que fizeram jejum não apresentaram este declínio no desempenho.
 

Existem vários estudos que associam benefícios físicos e mentais a uma boa noite de sono, e o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA, defende que a restrição de sono é uma epidemia de saúde pública.
 

Um estudo de 2013 realizado pela mesma equipa de investigadores concluiu que os indivíduos que se deitam tarde e têm restrição de sono crónica são mais suscetíveis a ganharem de peso devido ao aumento do consumo de calorias durante a noite.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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