Informática: Software livre importante para criar emprego

Afirmou Mariano Gago esta semana no Porto

12 outubro 2001
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O ministro da Ciência e da Tecnologia, José Mariano Gago, esta semana, no Porto, a importância de tecnologias livres e sistemas informáticos alternativos, considerando-os de «grande importância para a criação de emprego».
 

 

«O desenvolvimento de software que seja de acesso livre, designadamente que não seja proprietário, tem uma grande importância para a criação de emprego na arquitectura de aplicações novas», disse Mariano Gago, que falava na abertura do «Porto Cidade Tecnológica 2001», uma iniciativa da Faculdade de Engenharia da Faculdade do Porto (FEUP) e da Autarquia da cidade.
 

 

Esta iniciativa, que se realiza pela segunda vez, destina-se a todos os utilizadores de informática, desde os meios empresariais e científicos até aos juvenis, e visa alertá-los para as vantagens do chamado software livre, como o GNU/Linux.
 

 

O GNU/Linux é um sistema operativo de rede, compatível com o UNIX, desenvolvido no início dos anos 90 por Linus Torvalds, que apresenta a vantagem de o seu código-fonte ser distribuído ao grande público, ao contrário do que sucede, por exemplo, com o MS/Windows.
 

 

Segundo Mariano Gago, o facto de os sistemas operativos serem de fonte aberta permite que haja empresas, indivíduos, administrações e/ou entidades a desenvolver livremente aplicações.
 

 

«Para que seja possível às administrações, num continente tão variado e com tantas línguas como a Europa, com tantos problemas diversos e com tantas culturas, terem uma administração on-line é obviamente necessário generalizar os sistemas operativos não proprietários», referiu.
 

 

Na opinião do ministro, não é possível imaginar um grande desenvolvimento das aplicações, que têm de ser diversas e adaptadas caso a caso, quando há apenas um sistema único para tudo isso e que ainda por cima obriga a que se tenha que fazer um contrato.
 

 

Referindo que, em Portugal, por não existir outra alternativa, as escolas utilizam neste momento software proprietário, Mariano Gago adiantou que há já uma equipa a trabalhar com o seu ministério para que se possa «alimentar todas as escolas do país com software não proprietário».
 

 

Com um sistema operativo como o GNU/Linux, todas as pessoas podem mudar o sistema e participar no seu desenvolvimento sem que por isso incorram em punições legais, pelo que este software é desenvolvido por milhares de voluntários em todo o mundo e distribuído gratuitamente através da Internet.
 

 

Mariano Gago defende a utilização deste sistema nos organismos públicos, mas admite que «há muitas dificuldades», nomeadamente porque muito do software necessário simplesmente «não existe».
 

 

Nos Estados Unidos, a percentagem de organismos públicos que utilizam o Linux já ultrapassa os 25 por cento, enquanto em Portugal se calcula que apenas cinco por cento dos sistemas informáticos de organismos públicos utilizem aquele sistema operativo.
 

 

No «Porto Cidade Tecnológica 2001», que decorre durante todo o dia, qualquer pessoa que possua um computador pessoal poderá instalar gratuitamente o Linux.
 

 

Fonte: Lusa

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