Inflamação associada à acumulação de placas de gordura no coração

Estudo publicado na “Nature Genetics”

05 dezembro 2012
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Um consórcio de mais de 170 investigadores descobriu 15 novas regiões genéticas associadas com uma das doenças cardíacas mais comuns, a doença arterial coronária, dá conta um estudo publicado na “Nature Genetics”.
 

A doença arterial coronária é principal causa de morte em todo o mundo. Esta doença é caracterizada pela acumulação de placas de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos do coração, o que pode diminuir o fluxo de sangue e oxigénio para o coração, traduzindo-se em dores no peito e enfartes agudos do miocárdio letais.
 

Neste estudo, que contou com a participação dos investigadores da Stanford University School of Medicine, nos EUA, foi analisado o material genético de mais de 190.000 indivíduos para tentarem descobrir quais as vias moleculares envolvidas no desenvolvimento da doença arterial coronária.
 

O estudo apurou que 25% das regiões genéticas associadas à doença arterial coronária estavam também fortemente relacionadas com o colesterol LDL ou “mau” colesterol. Foi também verificado que 10% estavam associados com pressão arterial elevada. Ambas as condições são fatores de risco conhecidos da doença arterial coronária.
 

De acordo com os investigadores, os resultados do estudo demonstraram que alguns indivíduos nascem com predisposição para desenvolverem aterosclerose coronária porque herdam mutações em genes envolvidos na inflamação. “Tem havido muita discussão acerca do papel da inflamação na acumulação de placas nos vasos sanguíneos e se esta é a causa ou a consequência deste processo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Themistocles Assime.
 

A análise de mais de 240 sinais genéticos revelou que as mutações genéticas encontradas em vias associadas com a inflamação são a causa da acumulação de placas de gordura nos vasos sanguíneos. “Os sinais que não apontam para nenhum fator de risco conhecido poderão estar associados com novos mecanismos de doença. Assim, é muito importante perceber como é que estas regiões estão associadas com a doença cardíaca, e consequentemente desenvolver novos fármacos para impedir o desenvolvimento desta doença”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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