Infidelidade está na própria biologia

Mulheres preferem «machos» no período de ovulação

05 novembro 2002
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O ditado popular que diz «nunca digas desta água não beberei» aplica-se em cheio a esta notícia. Segundo um estudo recente, as mulheres que vivem relacionamentos estáveis podem sentir-se «tentadas» a ser infiéis em determinados dias do mês.
 

 

Tudo porque, os instintos sexuais no ser humano são tão fortes, que as preferências de algumas mulheres podem mudar no dia da ovulação.
 

 

O companheiro com quem vive até pode ser o indicado para educar as crianças e oferecer suporte financeiro, mas um outro homem pode carregar os genes que vão produzir bebés mais fortes e saudáveis.
 

 

Um estudo apresentado na New Scientist revela que uma em dez crianças são educadas por homens que não são, de facto, os seus pais biológicos, mas não sabem da situação. Um outro estudo, feito pela Universidade de Stirling, tentou elucidar o instinto que levaria algumas mulheres a procurar outros homens durante o período fértil.
 

 

Deste modo, os cientistas da Universidade de Stirling seleccionaram dois grupos de mulheres voluntárias. Um grupo foi testado durante a ovulação, o outro, durante outra fase do ciclo menstrual.
 

 

A cada grupo foi mostrado um rosto masculino numa tela de computador. As mulheres podiam alterar os traços do rosto para torná-lo mais ou menos masculino, usando para isso características como a espessura do pescoço e o ângulo do queixo.
 

 

Enquanto o grupo que não estava no período de ovulação mostrou preferência por homens de traços mais femininos, as mulheres que estavam a ovular preferiram homens com traços mais masculinos.
 

 

Segundo os cientistas, as mulheres estavam a responder a um instinto natural. Os traços mais femininos podem indicar um homem com menos testosterona, com maior probabilidade de ser um parceiro estável.
 

 

Os traços mais masculinos, preferidos durante a ovulação, podem indicar genes melhores, capazes de produzir uma criança mais forte e saudável.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

BBC
 

 

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