Infertilidade afecta 10% dos casais portugueses

Estudo da DECO

31 março 2010
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Em Portugal, um em cada 10 casais tem dificuldade em engravidar, revela um inquérito realizado pela DECO (Associação de Defesa do Consumidor) junto de 1.650 portuguesas e publicado na revista Teste Saúde.

 

Os casais inférteis esperam, em média, 11 meses pelos tratamentos e mais nove para engravidar. O processo foi descrito como “desgastante” pela maioria das inquiridas: metade revelou desconforto e quase todas viveram esse período com muita ansiedade.

 

Grande parte reclama apoio psicológico gratuito, mas 15% procuraram-no sem êxito. Segundo os dados da DECO, dois terços dos casais procuraram soluções, a maioria em clínicas privadas, devido às listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

Os custos foram apontados como principal entrave à terapia. Quando não foi necessária fertilização in vitro, os futuros pais gastaram, em média, 2.900 euros. Com recurso ao tubo de ensaio, a despesa atingiu os 3.800 euros.

 

“Mas os gastos ultrapassam esta fasquia com facilidade: 1 em cada 10 inquiridas pagou mais de 8 mil euros e testemunhos citados pela Teste Saúde contabilizaram 20 mil euros de investimento”, refere o comunicado enviado à imprensa.

 

Por tudo isto, a DECO sugere ao Ministério da Saúde algumas respostas a este problema, nomeadamente que os casais em lista de espera nos serviços públicos há mais de um ano sejam encaminhados para privados, sem custos adicionais; a comparticipação estatal de três tentativas de fertilização in vitro e apoio psicológico durante o processo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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