Infertilidade “inexplicada”: causa foi descoberta

Estudo publicado na revista “Reproductive BioMedicine Online”

20 novembro 2012
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A causa da infertilidade “inexplicada” que afeta 80% dos casais que tentam ter um bebé foi descoberta, refere um estudo publicado na revista “Reproductive BioMedicine Online”.
 

Para a maioria dos casais, os problemas de fertilidade são causados por um baixo número ou pouca mobilidade dos espermatozoides ou devido à endometriose das mulheres. Após o diagnóstico da causa da infertilidade ter sido estabelecido, o tratamento de conceção apropriado pode ser iniciado.
 

Contudo, para cerca de um terço dos casais, não havia, até à data, uma causa óbvia para a infertilidade. Estes casais eram diagnosticados com infertilidade inexplicada ou infertilidade idiopática, o que significa que os médicos não conseguiam encontrar nenhum problema associado com os sistemas reprodutores do homem e da mulher. Na verdade estes casais investem muito tempo e dinheiro em tratamentos de fertilidade como a inseminação intrauterina, mas sem sucesso.
 

Neste estudo os investigadores da Queen's University Belfast, no Reino Unido, constataram que a causa de cerca dos 80% dos casais diagnosticados com infertilidade idiopática é um elevado dano no ADN dos espermatozoides.
 

Por outro lado, este estudo mostra, pela primeira vez, que o sucesso da fertilização in vitro está associado com a quantidade de danos presentes no ADN dos espermatozoides. Caso os danos afetem mais de 25% dos espermatozoides, a probabilidade de a mulher engravidar diminui, mesmo que o casal se submeta a tratamentos de fertilidade.
 

De forma a chegarem a estas conclusões os investigadores contaram com a participação de 500 casais tendo utilizado um novo teste para apurar a fertilidade dos homens, o SpermComet™.
 

Um das autoras do estudo, Sheena Lewis, explica que este teste mede os danos nos espermatozoides, fornecendo desta forma a todos os casais informações específicas sobre a causa e a extensão da sua infertilidade. “Este teste pode prever o sucesso do tratamento e averiguar qual é o método mais adequado, o que conduz a um menor tempo de espera e aumenta as probabilidades de sucesso”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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