Infeções urinárias e a resistência aos antibióticos

Estudo realizado pela Oregon State University

17 outubro 2012
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A resistência aos antibióticos está a levar muitos médicos a prescreverem, mais frequentemente do que seria necessário, fármacos mais potentes e de elevado custo para tratar as infeções urinárias, revela um estudo realizado pelos investigadores da Oregon State University, nos EUA.
 

As infeções urinárias são umas das infeções mais comuns que atingem as mulheres. A cistite, o tipo mais comum de infeção urinária, é normalmente causada pela bactéria Escherichia coli que habita os intestinos sem causar doença. Contudo, por vezes pode causar infeções.
 

Na opinião dos autores do estudo o problema está na utilização excessiva de fármacos mais potentes, especialmente o antibiótico quinolonas, que acelera o desenvolvimento da resistência bacteriana a este tipo de fármacos. A resistência aos antibióticos é um processo natural da evolução através do qual os microrganismos se adaptam à pressão seletiva dos medicamentos. Alguns sobrevivem e transmitem a sua resistência.
 

Estas questões ganharam particular importância para as bactérias que podem por em causa a vida humana, como é o caso do Staphylococcus aureus, resistente à meticilina. No entanto, os especialistas dizem que esta resistência ocorre também noutras bactérias.
 

Na opinião de uma das autoras do estudo, Jessina McGregor, os fármacos mais antigos, pouco dispendiosos e mais direcionados, podem resolver as infeções urinárias, devendo estes ser considerados antes de se prescrever antibióticos mais potentes. “O problema da resistência está a aumentar cada vez mais. Assim, a prescrição dos novos fármacos só deve ser feita caso realmente seja necessário”, acrescentou a investigadora.
 

Jessina McGregor referiu que nos últimos dez anos tem-se assistido a um aumento da prescrição de quinolonas, enquanto o volume de prescrição dos outros antibióticos permanece estável. Este tipo de antibióticos, as quinolonas, são já considerados por alguns médicos como a sua primeira opção e não como segunda, como seria desejável.
 

A investigadora conclui que, como a cistite é muito comum entre as mulheres, essa é uma das razões principais para a prescrição de antibióticos. Qualquer infeção pode tornar-se complicada caso não seja tratada, razão pela qual é necessário preservar a eficácia de todos os antibióticos durante o maior tempo possível.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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