Infeções pouco relevantes podem voltar a matar

Alerta a Organização Mundial de Saúde

05 maio 2014
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As infeções consideradas atualmente como pouco relevantes podem conduzir à morte caso não sejam aplicadas medidas urgentes contra a resistência aos antibióticos, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

De acordo com o primeiro relatório sobre a resistência aos antibióticos a nível mundial, a OMS afirma que “esta grave ameaça já não é uma previsão, mas uma realidade em cada uma das regiões do mundo e todos, independentemente da idade e do país, podem ser afetados”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a OMS considera que apesar de os antibióticos permitirem viver mais tempo e com melhor saúde, a sua utilização incorreta tornou-os praticamente ineficazes em algumas décadas.
 

“A não ser que os numerosos atores envolvidos ajam urgentemente, de modo coordenado, o mundo caminha para uma era pós-antibióticos, onde infeções comuns e feridas menores que têm sido tratadas há décadas podem voltar a matar”, alertou o subdiretor-geral da OMS para a segurança sanitária, Keiji Fukuda.
 

“Se não tomarmos medidas significativas para evitar as infeções, mas também para alterar o modo como produzimos, receitamos e utilizamos os antibióticos, vamos perder pouco a pouco esses benefícios para a saúde pública mundial e as consequências serão devastadoras”, acrescentou.
 

O relatório dá conta da resistência a numerosos agentes infeciosos, mas centra-se na resistência aos antibióticos de sete bactérias responsáveis por doenças comuns como as infeções hematológicas diarreias, pneumonias, infeções das vias urinárias e gonorreia.
 

A OMS, que classifica os resultados de “muito preocupantes”, considera como uma das principais causas da resistência a incorreta utilização dos antibióticos: nos países pobres as doses administradas são demasiado fracas e nos países ricos a utilização é excessiva.
 

A organização critica também a falta de vigilância do uso dos antibióticos nos animais destinados ao consumo humano.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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