Infeções orais na infância podem aumentar risco de aterosclerose em adulto

Estudo publicado na revista “JAMA Network Open”

03 maio 2019
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As infeções orais comuns que surgem na infância foram associadas à aterosclerose carótida na idade adulta num estudo de coorte.
 
O estudo foi conduzido por investigadores da Universidade de Helsínquia, Finlândia, juntamente com a equipa de investigação do Estudo do Risco Cardiovascular em Jovens Finlandeses.
 
Para a sua investigação a equipa seguiu 755 crianças entre 1980 e 2007. Na altura do recrutamento, as crianças tinham 6, 9 e 12 anos de idade. 
 
No final do período de acompanhamento, a espessura da camada íntima-média da artéria carótida (EIMC) foi medida através de ultrassonografia. Os participantes tinham na altura 33, 36 e 39 anos de idade. 
 
Durante os 27 anos de acompanhamento foram medidos fatores de risco cardiovascular em muitos momentos. Calculou-se a exposição cumulativa ao fator de risco nos participantes, tanto na infância como na idade adulta.
 
Os sinais de infeção oral relatados no estudo incluíram cáries, restaurações, sangramento com o uso da sonda periodontal e bolsa periodontal.
 
De todas as crianças, 68%, 87% e 82% tinham experienciado sangramento, cáries e restaurações, respetivamente. Não se detetaram diferenças entre rapazes e raparigas. 
 
Foi observada uma ligeira bolsa periodontal em 54% das crianças, especialmente nos rapazes. 61% das crianças apresentavam entre um a três sinais de infeção oral e 34%,  apresentavam quatro.. Apenas 5% de todas as bocas examinadas eram totalmente saudáveis 
 
Tanto as cáries como as doenças periodontais na infância foram significativamente associadas à espessura das EIMC. O espessamento da parede da artéria carótida indica a progressão de aterosclerose e um maior risco de enfarte cerebral ou do miocárdio.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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