Infeções na infância podem aumentar risco de doenças mentais

Estudo publicado na revista “JAMA Psychiatry”

10 dezembro 2018
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As infeções que as crianças contraem durante a infância podem fazer aumentar o risco de doenças mentais durante aquele período e adolescência, demonstrou um novo estudo.
 
O estudo que foi conduzido por investigadores da Universidade de Aarhus e pelo Hospital Universitário de Aarhus, Dinamarca, seguiu 1.098.930 crianças nascidas na Dinamarca entre 1 de janeiro de 1995 e 30 de junho de 2012. 
 
Os investigadores analisaram os tratamentos recebidos pelas crianças para a febre, dores de garganta e infeções, desde o nascimento das mesmas e o risco subsequente de doenças mentais até à adolescência das mesmas.   
 
Foi apurado que as crianças que tinham sido hospitalizadas devido a infeção corriam um risco 84% mais elevado de terem uma doença mental e 42% maior de receberem uma prescrição para tratamento de doenças mentais. 
 
Adicionalmente, o risco de as crianças desenvolverem determinadas doenças mentais, como autismo, distúrbios da personalidade e doenças psicóticas, era também mais elevado. A equipa descobriu ainda que o risco de doenças mentais era mais elevado logo após a infeção, o que parece sugerir que a mesma poderá contribuir para o desenvolvimento dos problemas mentais.
 
“Os internamentos hospitalares devido a infeções estão particularmente associados a um aumento de doenças mentais, mas também a infeções menos graves que são tratadas com medicamentos [prescritos] pelo próprio médico de família do paciente”, adiantou Ole Köhler-Forsberg, que colaborou neste estudo.
 
“Este conhecimento aumenta a nossa perceção sobre a existência de uma relação próxima entre o corpo e o cérebro e que o sistema imunitário pode desempenhar um papel no desenvolvimento das doenças mentais. Mais uma vez, a investigação indica que a saúde física e mental estão intimamente ligadas”, concluiu o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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