Infeções hospitalares matam mais do que acidentes de viação

Dados da Direção-Geral da Saúde

17 março 2016
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Em Portugal, as infeções hospitalares matam mais do que os acidentes de viação, ocorrendo cerca de 12 óbitos diários. Deste modo, o Ministério da Saúde vai avançar no próximo ano com incentivos aos hospitais que reduzam as infeções.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, estes dados foram divulgados durante a apresentação do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA), da Direção-Geral da Saúde.
 
O estudo constatou que o número de óbitos por infeções hospitalares “é muito superior ao de acidentes de viação”, estimando-se que, em 2014, tenham ocorrido 4.500 mortes por esta causa, com uma despesa associada de 300 milhões de euros.
 
O secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Araújo, destacou precisamente o aumento de mortalidade por infeções nos cuidados de saúde, sublinhando que “se morre sete vezes mais por infeções do que nos acidentes de viação”.
 
O diretor do programa, Paulo André Fernandes, confirmou que “gradualmente é um problema que tem vindo a aumentar e que tende a aumentar se não houver mobilização de esforços e recursos para que isso não aconteça”.
 
Assim, o Ministério da Saúde quer avançar em 2017 com incentivos financeiros aos hospitais que consigam reduzir as infeções. Vão ser necessários “indicadores claros, que serão disponibilizados até junho deste ano”, revelou o secretário de Estado.
 
“No segundo semestre vamos monitorizar e a partir daí colocar objetivos para que no contrato programa de 2017 sejam implementados e, em função de serem atingidos, sejam ressarcidos os hospitais para premiar as boas práticas”, acrescentou.
 
Paulo André Fernandes considera que “os incentivos financeiros são um instrumento importante para que medidas sejam tomadas”, já que “mais de um terço das infeções podem ser prevenidas”.
 
Além dos incentivos financeiros, a tutela defende que os conselhos de administração dos hospitais e as direções clínicas estejam mais sensibilizados para a importância de administrarem de forma mais criteriosa os antibióticos (para reduzir a resistência dos microrganismos) e adotarem outras medidas recomendadas no programa, como diminuir a duração terapêutica antibiótica e não usar estes medicamentos na ausência de infeção bacteriana.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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