Infecções Virais ancestrais podem estar na origem da placenta

Estudo divulgado na Proceedings

17 setembro 2006
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Restos de antigas infecções virais ficam impressos no genoma de diversos organismos, incluindo os seres humanos, aponta um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences. O trabalho explica que sem um gene que pertencia originalmente ao vírus enJSRV, as ovelhas não conseguiriam desenvolver as suas placentas e as gravidezes desses animais falhariam.
 

 

A placenta forma-se quando as células da camada externa do embrião se fundem às do revestimento do útero. Em muitos mamíferos, a placenta está carregada de proteínas que também foram encontradas no vírus, o que levou os cientistas a suspeitar que essas proteínas possam ser essenciais para o desenvolvimento do órgão.
 

 

Experiências realizadas em culturas de células humanas e de ratinhos mostraram que essas proteínas podem levar à fusão celular.
 

 

Para testar a teoria em animais vivos, a equipa liderada pelo embriologista Thomas Spencer, da Texas A&M University, EUA, reduziu a expressão do gene que cria a proteína do vírus enJSRV em ovelhas prenhes. A injecção do agente inibidor foi realizada no período anterior à formação da placenta. Praticamente todos os embriões morreram e nenhum chegou a formar placenta.
 

 

"Este é o primeiro estudo a apoiar firmemente a ideia de que os retrovírus endógenos tornaram-se parte essencial do desenvolvimento da placenta e da reprodução de alguns mamíferos", disse Spencer, de acordo com o website ScienceNOW.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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