Infecções respiratórias aumentam em Portugal

Afastado cenário de epidemia

22 janeiro 2002
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O número de casos de infecções respiratórias está a aumentar em Portugal, sobrecarregando as urgências pediátricas. No entanto, e apesar do crescimento do número de casos, as autoridades de saúde afastam o cenário de uma epidemia.
 

 

Helena Rebelo de Andrade, coordenadora da Unidade de Vírus Respiratórios e Enterovírus do Instituto Nacional de Saúde, em Lisboa, confirmou, em declarações à Lusa
 

, um aumento do número de síndromas febris associados aos vírus Parainfluenza 3 e Adenovírus, bem como de bronquiolites associadas ao vírus sincicial respiratório.
 

 

A sintomatologia da infecção por estes agentes é semelhante à provocada pelo vírus da gripe, ainda que este "seja muito mais agressivo".
 

 

Para Helena Rebelo de Andrade, o aumento do número de infecções associadas a estes vírus, decorre da sazonalidade do próprio vírus, que se manifesta mais em determinadas épocas do ano, especialmente, no Inverno.
 

 

Pequenas epidemias
 

 

Afastado com determinação é o cenário de uma epidemia, ainda que o vírus sincicial respiratório possa estar associado a "pequenas epidemias, que se podem confundir com as da gripe".
 

 

Nas urgências hospitalares, o crescimento dos casos de infecções respiratórias em crianças começou já a ter reflexos. Na urgência pediátrica do Hospital Santa Maria, em Lisboa, o atendimento diário chega às 200 pessoas por dia, número que, normalmente, não ultrapassa as 100.
 

 

O director clínico daquela unidade, Correia da Cunha, especificou que o "aumento significativo do afluxo" à urgência se deve sobretudo aos síndromas associados aos vírus respiratórios e de bronquiolites em crianças.
 

No entanto, o médico não entende como preocupante o crescimento do número de casos, lembrando mesmo que as infecções associadas a estes vírus são "geralmente benignas".
 

 

De acordo com a Direcção-Geral de Saúde, não existem de momento vacinas para as infecções provocadas por estes vírus, sendo o seu tratamento, decidido pelo médico assistente, efectuado apenas ao nível dos sintomas e não do agente infeccioso em si.
 

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