Infecções hospitalares têm os dias contados

Cientistas dizem ter criado «escudo químico»

03 fevereiro 2004
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O fim das terríveis e, muitas vezes, fatais infecções hospitalares pode estar prestes a acontecer. Investigadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, afirmam ter desenvolvido um «escudo químico» que pode evitar o desenvolvimento de infecções nos hospitais. Segundo os cientistas, as bactérias agem – ou são activadas – quando recebem mensagens químicas que mostram que estão a actuar num corpo sob stresse e vulnerável.De acordo com John Alverdy, que dirigiu o estudo e é professor na Universidade de Chicago, as bactérias podem «reprogramar a sua estratégia de convivência pacífica» com seu hospedeiro para uma agressiva quando recebem a informação de que o corpo está vulnerável. O «escudo químico», então, terá a capacidade de interromper essas mensagens, prevenindo assim que as bactérias sejam «activadas». As infecções hospitalares causam milhares de mortes todos os anos no mundo inteiro e são um problema cada vez mais comum. Actualmente, a única forma de combatê-las é por meio do uso de antibióticos. O problema é que o elevado uso de medicamentos em hospitais tem levado alguns tipos de bactérias a desenvolver resistências às drogas, o que consequentemente reduz a eficiência dos tratamentos.A proposta dos investigadores de Chicago é utilizar um polímero para evitar que as bactérias sejam activadas ao perceberem que um organismo está vulnerável.O trabalho foi desenvolvido em ratos de laboratório, utilizando o polímero polietileno glicol para formar o «escudo químico» contra as bactérias.O estudo foi focado no combate a Pseudomonas aeruginosa, uma bactéria pode ser encontrada no intestino de três por cento das pessoas saudáveis. No entanto, pode tornar-se fatal caso o portador da bactéria esteja debilitado, por exemplo, por uma operação.No teste feito pelos investigadores de Chicago, os ratos foram infectados com a bactéria dois dias após serem operados. Em alguns desses animais, também foi injectada uma dose do polímero polietileno glicol, que acabou por funcionar como uma espécie de muco no intestino dos ratos. Os animais que não receberam os polímeros acabaram por morrer por causa da infecção, enquanto os que foram tratados não adoeceram. O motivo seria a capacidade do polímero de interromper os sinais de stresse que activam as bactérias.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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