Infecção por clamídia também reduz fertilidade nos homens

Rastreio da doença é importante na população masculina

29 abril 2004
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 A clamídia, uma doença sexualmente transmissível de origem bacteriana, também reduz a fertilidade nos homens, de acordo com um estudo realizado por investigadores suecos. O estudo, publicado na última edição da revista Human Reproduction, foi realizado com base em casais que recorreram a uma clínica de fertilidade sueca. Já há muito que se sabe que a clamídia reduz a fertilidade nas mulheres, mas o objectivo desta investigação era saber se o mesmo se passa com os homens. Neste sentido, 244 casais estéreis foram submetidos a análises por forma a saber-se se tinham anticorpos contra a clamídia, uma vez que a presença destes sugere que um indivíduo já esteve exposto à doença. Nos casos em que as análises deram positivo, investigou-se a presença de ADN bacteriano na urina, um indicador considerado fiável na existência de uma infecção activa. Uma vez conhecida a situação de cada um dos casais, cada um destes foi acompanhado durante três anos para identificar se nesse período tinham ocorrido gravidezes e partos. Verificou-se que as probabilidades de um casal conceber são reduzidas para 33 por cento quando o homem tem anticorpos positivos anticlamídia. Actualmente, os estudos de fertilidade não incluem o diagnóstico desta infecção no homem. Segundo a revista, os resultados deste trabalho indicam que o rastreio a esta doença deveria ser realizado logo numa primeira fase. Fonte: Diário Digital

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