Infecção no cérebro atinge uma das siamesas guatemaltecas

Médicos continuam optimistas

18 agosto 2002
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Dez dias após a cirurgia da separação, as gémeas guatemaltecas que passaram um ano unidas pela cabeça deixaram os ventiladores e passaram a respirar sozinhas.
 

 

Na sexta-feira passada, o Hospital Infantil Mattel, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, informou a comunidade que as crianças mostravam sinais de recuperação.
 

Enquanto Maria de Jesus Quiej-Alvarez já se alimentava através do biberão, Maria Teresa, que foi submetida a uma outra operação para retirar um coágulo sanguíneo do cérebro, continuava levemente sedada.
 

 

No mesmo dia, no entanto, o estado de saúde de Maria Teresa piorou. Uma infecção no cérebro obrigou a equipa médica a operar novamente a criança que se encontra actualmente em estado grave.
 

 

A operação foi decidida pelos médicos após exames realizados durante a noite mostrarem uma infecção bacteriana no cérebro.
 

 

Além das 22 horas de cirurgia que passou durante separação, no dia 5 de Agosto, Maria Teresa, cuja recuperação estava a ser mais lenta que a de sua irmã gémea, Maria de Jesus, que na última quinta-feira passou por mais uma cirurgia de cinco horas para lhe ser retirado de um coágulo no cérebro.
 

 

Apesar deste contratempo, o hospital afirmou que as gémeas estão mais activas e despertas. Apesar do optimismo, a equipa liderada por Jorge Lazareff, o director de neurocirurgia pediátrica do hospital, não deixa de ser cautelosa quanto às perspectivas de recuperação a longo prazo.
 

 

As irmãs, conhecidas como «La Maritas» (as Mariazinhas), nasceram numa zona rural da Guatemala unidas pela cabeça.
 

Os cirurgiões tiveram de separar os crânios e dividir as veias partilhadas pelas duas numa operação de 22 horas paga por uma organização não-governamental.
 

 

Siamesas peruanas morrem com 4 dias de vida
 

 

Enquanto as gémeas guatemaltecas mostram sinais claros de recuparação, as siamesas peruanas, que nasceram unidas pelo tórax e abdómen, morreram na quinta-feira, quatro dias depois do seu nascimento.
 

 

Segundo um comunicado de imprensa da directora do Instituto de Saúde del Niño, em Lima, Peru, as crianças morreram de paragem cardio-respiratória no hospital onde estavam a ser avaliadas para uma possível separação. Os dois bebés partilhavam o mesmo coração e fígado, refere o comunicado.
 

 

As siamesas María del Carmen e María del Rosario, as primeiras filhas de Norma Reyes, de 41 anos, nasceram de cesariana num hospital de Sullana, cerca de 1.050 quilómetros ao norte de Lima. Um dia após o nascimento, as crianças foram transferidas para o hospital de Piura, devido à falta de equipamentos necessários.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

Veja o artigo MNI: Siamesas unidas pela cabeça separadas com sucesso
 

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