Infeção respiratória: variação genética aumenta risco de hospitalização

Estudo do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge

11 julho 2016
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Os indivíduos com uma variante no gene que codifica a proteína IFITM3 apresentam um rico elevado de hospitalização por infeções respiratórias, defende um estudo do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA).
 

O estudo, publicado na revista “PLOS One”, analisou a associação entre a hospitalização e uma variante do gene IFITM3, que desempenha um papel importante na proteção do organismo, de forma a tentar perceber por que motivo a gravidade dos sintomas gripais na pandemia de 2009 diferia entre os pacientes.
 

“Ao contrário do tipicamente observado durante as epidemias de gripe sazonal, muitos dos casos graves de influenza A, durante a pandemia de 2009, ocorreram em pessoas jovens e saudáveis, com a maioria dos óbitos registados em menores de 65 anos”, refere o INSA.
 

A investigadora Marta Barreto, do INSA, referiu à agência Lusa que o objetivo do estudo foi “determinar se esta variante no gene IFITM3 estava envolvida na suscetibilidade e na severidade da infeção com gripe”.
 

“Esta proteína é muito importante na entrada e na replicação do vírus dentro das células. Portanto, se o vírus tem mais facilidade em entrar, é natural que a infeção seja mais grave”, explicou a investigadora.
 

Os investigadores mediram a gravidade da infeção através da hospitalização, tendo em consideração os casos mais graves. Foram utilizadas amostras do INSA de indivíduos com síndrome gripal, no âmbito da vigilância epidemiológica da gripe.
 

O estudo concluiu que os indivíduos com a variante em causa apresentavam uma maior probabilidade de serem hospitalizados, mas a variante não está associada diretamente ao risco de infeção por influenza.
 

“Pensamos que ela confira uma suscetibilidade maior à gravidade da infeção, mas por outros vírus respiratórios que, neste caso e neste ano em particular, não foram analisados”, disse a investigadora.
 

O estudo apurou que o risco de ser hospitalizado, durante a pandemia de 2009, foi maior para os pacientes portadores desta variante, embora este risco não tenha sido específico para as situações de infeção pelo vírus da gripe.
 

A investigação demonstra também que o "perfil genético dos pacientes pode revelar-se uma estratégia promissora com vista a identificar potenciais alvos terapêuticos, ajudando a avaliar e prever a gravidade da doença fornecendo assim informações críticas para a tomada de decisões durante o tratamento, evitando sofrimento e custos desnecessários".
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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