INFARMED proíbe uso hospitalar do Avastin

Autoridade explica razões para decisão

22 abril 2010
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O INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento) enviou uma ordem aos hospitais na qual proíbe o uso do Avastin (bevacizumab) em doentes oncológicos, ameaçando as unidades de saúde com processos civis e criminais.

 

O presidente do INFARMED, Vasco Maria, explicou, em conferência de imprensa, que a proibição do Avastin nas doentes com cancro da mama metastático deve-se ao facto de este medicamento não trazer vantagens adicionais, negando qualquer interesse economicista subjacente.

 

De acordo com o presidente do INFARMED, citado pela agência Lusa, o NICE (National Institute for Health and Clinical Excellence), organismo responsável pela análise das tecnologias na área da Saúde no Reino Unido, teve opinião semelhante. "Este relatório do NICE diz que não é possível recomendar a utilização do bevacizumad (Avastin) no tratamento do cancro metastático, porque a empresa não submeteu essa evidência e diz mesmo que, quando solicitada a submeter essa evidência, a empresa referiu que os resultados do estudo não demonstram que o uso do bevacizumad em associação ao paclitaxel seja custo efectivo", justificou.

 

Quanto ao uso do fármaco para o tratamento do cancro do pulmão de não pequenas células, o responsável cita dados que apresentam que o uso do medicamento está relacionado a apenas um "ligeiro benefício clínico" (mais dois meses de vida) e que o seu custo é "excessivo" face a este benefício. O Avastin custa cerca de 2.500 euros por cada ciclo de tratamento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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