INEM demorou nos atendimentos devido à gripe e falta de pessoal

Em 2016 foram atendidas 1.370.348 chamadas, com uma média de 3.744 por dia

17 fevereiro 2017
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O presidente do INEM, Luís Meira, reconheceu o aumento do tempo de atendimento das chamadas de emergência, justificando-o com o aumento do número de pedidos de socorro e a diminuição dos recursos humanos, mas garantiu que a situação já melhorou.
 
Segundo apurou a agência Lusa, dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicam que em 2016 foram atendidas nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM 1.370.348 chamadas, com uma média de 3.744 por dia. O tempo médio de atendimento aumentou de 14 segundos em 2014 para 17 segundos em 2015 e 18 segundos em 2016.
 
Segundo o INEM, registou-se um aumento muito significativo do número de chamadas de emergência desde outubro de 2016. Só no último trimestre do ano passado, foram recebidas mais cerca de 255 chamadas por dia face ao período homólogo de 2015. Também no último trimestre de 2016 foram acionados por dia mais cerca de 250 meios de emergência médica face ao período homólogo de 2015.
 
O Instituto atribui “o aumento dos tempos de atendimento e da atividade dos meios de emergência médica” ao “aumento das chamadas de emergência recebidas no CODU como resultado do aumento da procura de cuidados de saúde e, de um modo particularmente evidente nos meses de dezembro e janeiro, pela atividade gripal”.
 
Luís Meira anunciou, entretanto, que neste mês de fevereiro o tempo de atendimento já diminuiu e estará a situar-se nos 13 segundos. Segundo o presidente do INEM, a diminuição de recursos humanos disponíveis também contribuiu para estas dificuldades, recordando que, no passado mês de janeiro, dos 1.721 lugares previstos, estavam ocupados apenas 1.279, o que representa um défice de 442 trabalhadores.
 
O presidente do INEM ressalvou ainda que nos meses mais críticos em termos de chamadas de emergência recebidas, também foi assinalado um aumento do absentismo, para o qual contribuiu a atividade gripal que afetou alguns funcionários.
 
A greve às horas extraordinárias, ainda que com “uma adesão não significativa”, também agrava as dificuldades nesta área, disse.
 
Luís Meira reconheceu ainda que a frota do INEM está “envelhecida e com muitos quilómetros”. Por esta razão, “foi dada prioridade para os processos de renovação de frota”, que são “difíceis e morosos”, em virtude das normas e constrangimentos que afetam a administração pública.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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