Individualidades contra despedimentos na Saúde 24

“Pai” do SNS, Pedro Abrunhosa e Raquel Varela entre subscritores

29 janeiro 2014
  |  Partilhar:
Trinta individualidades subscreveram uma carta contra os “despedimentos” na Linha de Saúde 24 que classificam como sendo “um ataque à democracia”, noticiou a agência Lusa.
 
Os subscritores, que incluem o “pai” do SNS, o músico Pedro Abrunhosa, a investigadora Raquel Varela, lembram que esta linha é um serviço que “disponibiliza um aconselhamento rápido e qualificado, permitindo o melhor funcionamento do sistema público no seu conjunto e permite dotar os cidadãos de ferramentas importantes para o auto-cuidado e decisão acertada”.
 
“É reconhecido como exemplo na capacidade de triagem e encaminhamento, atenuando a pressão sobre os serviços de urgência”, prosseguem os subscritores, como Ana Campos, diretora do serviço de obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), o realizador António-Pedro Vasconcelos ou o médico Artur Ramon Rocha de La Feria.
 
O historiador Fernando Rosas, o escritor José Luís Peixoto e o investigador e professor universitário Manuel Carvalho da Silva subscreveram também o documento.
 
“No passado dia 04 de janeiro os trabalhadores da Linha Saúde 24 realizaram um dia de paralisação, com uma adesão quase total e, uma semana e meia depois, a administração da empresa despediu sumariamente 16 trabalhadores, sem aviso prévio nem justificação”, lê-se ainda no documento.
 
“Estes 16 despedimentos não foram inéditos, e anunciaram-se mais retaliações, perfazendo já mais de 115 pessoas dispensadas”, prosseguem as individualidades.
 
“Esta ação da administração da empresa é um ataque não apenas a estes trabalhadores, mas a toda a cidadania, e uma ameaça à democracia, porque viola o direito à livre expressão e organização”, continuam.
 
“A situação que ocorre neste momento na Linha Saúde 24 representa um regresso ao passado, inviabilizando o funcionamento do SNS pela vontade de uma administração privada que não respeita os direitos dos enfermeiros, quer enquanto trabalhadores, quer enquanto cidadãos, punindo a sua tentativa de organização e defesa como se essa fosse um crime”, prossegue o documento.
 
“É urgente defender a democracia, defendendo para isso as pessoas que trabalham na Linha Saúde 24”, continuam os 30 subscritores.
 
Os autores lembram ainda que desde dezembro de 2013 que existe na LCS (empresa que gere a linha) “um conflito laboral resultante de uma tentativa de redução salarial entre os 40-45 por cento por parte da concessionária deste serviço” que “foi amplamente rejeitada”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.