Indícios de vírus do Nilo em cavalos algarvios
14 agosto 2004
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Alguns dos cavalos existentes na ria Formosa, Algarve, podem ter estado em contacto com o vírus do Nilo Ocidental, de acordo com as primeiras análises feitas pela Direcção-Geral de Veterinária (DGV). Apesar de nenhum mostrar sinais de doença, foram encontrados anticorpos no sangue, que podem indiciar uma anterior exposição. No caso de os exames posteriores virem a confirmar esta situação, a DGV admite aplicar vacinas - actualmente apenas autorizadas nos EUA - aos cavalos da região algarvia.A suspeita tem de ser agora confirmada com novos exames ao material genético, que permitam identificar com exactidão qual o tipo de vírus que motivou esta reacção. Os soros sanguíneos estudados até ao momento pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária permitem apenas dizer que houve exposição a agentes da família do vírus do Nilo Ocidental, os flavivírus, que integram ainda doenças como o dengue ou a febre-amarela. O processo de análise do sangue dos cavalos está ainda atrasado, tendo sido examinadas apenas 50 das cerca de 200 colheitas de sangue.A confirmarem-se as suspeitas sobre a seropositividade dos cavalos, este é mais um dado que vem atestar a presença do vírus do Nilo Ocidental no País. Tal como nos humanos, a doença provocada por este agente manifesta-se nos cavalos através de febres altas e pode, em casos limite, evoluir para encefalite. Nas aves, que integram também a cadeia do vírus, as análises não mostraram seropositividade em nenhum dos 23 casos estudados.A presença do agente em mosquitos foi dada como confirmada no Algarve, depois de dois turistas irlandeses terem sido infectados quando observavam aves num santuário da ria Formosa. Valentina Tavares, delegada regional de saúde, afirmou ao DN que o fecho da área a visitantes não está a ser equacionado.Fonte: Diário de Notícias

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