Incontinência urinária: novas recomendações

Estudo publicado na revista “Annals of Internal Medicine”

18 setembro 2014
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Os exercícios Kegel utilizados no fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico, o treino da bexiga, a perda de peso e a prática de exercícios são tratamentos não cirúrgicos eficazes para as mulheres com incontinência urinária, de acordo com as novas recomendações do Colégio de Médicos Americano (ACP, sigla em inglês), as quais foram publicadas na revista “Annals of Internal Medicine”.
 
“A incontinência urinária é um problema comum entre as mulheres e é frequentemente subdiagnosticado e reportado. Os médicos deviam ter uma atitude mais ativa e fazer perguntas mais específicas como início dos sintomas e frequência da incontinência urinária”, revelou, em comunicado de imprensa o diretor da ACP, David Fleming.
 
Para as mulheres com incontinência de esforço, ou seja, incapacidade de reter a urina ao rir, tossir ou espirrar, a ACP aconselha a realização de exercícios Kegel e não recomenda terapia sistémica. Os exercícios Kegel são um tipo de treino dos músculos do pavimento pélvico que consiste no relaxamento e contração dos músculos que controlam o fluxo da urina.
 
Por outro lado, a ACP recomenda o treino da bexiga para a incontinência urinária de urgência, caracterizada pela perda de urina sem razão aparente após sentir a necessidade urgente de urinar. Este tipo de treino é uma forma de terapia comportamental que consiste em urinar a um horário estabelecido, aumentando gradualmente o tempo entre as micções. Caso este tipo de treino não tenha efeito, a ACP recomenda a toma de medicação que deve ser escolhida tendo por base os efeitos adversos, tolerabilidade, facilidade de uso e custo.
 
No caso de as mulheres terem incontinência urinária mista, uma combinação entre a incontinência de esforço e urgência, a ACP aconselha os exercícios Kegel e o treino da bexiga. Para a as mulheres obesas é recomendado a perda de peso e a prática de exercício. 
 
“Os médicos deverão utilizar tratamentos não farmacológicos para a incontinência urinária. Apesar de existirem vários fármacos capazes de melhorar esta condição, conduzindo mesmo a um controlo completo da continência, os efeitos secundários levam muitos pacientes a parar a medicação”, referiu, David Fleming.
 
A incontinência urinária afeta 25% das mulheres com idades compreendidas entre os 14 e 21, 44% a 57% das mulheres entre os 40 e os 60, e 75% com mais de 75 anos. Os fatores de risco para esta condição incluem gravidez, trauma do pavimento pélvico após parto, menopausa, histerectomia, obesidade, infeções urinárias, distúrbios funcionais e/ou cognitivos, tosse crónica e obstipação.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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