Incontinência: maioria dos tratamentos não é eficaz

Estudo publicado na revista “BMC Medicine”

07 abril 2017
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Um grupo de investigadores conduziu um estudo que conclui que a maioria dos tratamentos para a incontinência apresenta resultados insatisfatórios.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Gotemburgo, Suécia, consistiu na análise de milhares de artigos de estudos e outra documentação científica que abordava diferentes tratamentos para a incontinência urinária e fecal em adultos em todo o mundo, entre 2005 e 2015.
 
“Infelizmente, na realidade em muitos casos não estamos a curar o problema. Se excluirmos a cirurgia, os resultados são maus. E os problemas vão continuar a piorar no futuro porque a população como a conhecemos, está a envelhecer”, adiantou Ian Milson, Docente de Ginecologia e Obstetrícia na Academia Sahlgrenska e Diretor do Centro de Investigação da Continência de Gotemburgo. 
 
A equipa conduziu a análise ao material científico disponível e obteve percentagens de sucesso que indicavam se os diferentes métodos tinham tido bons ou maus resultados. Para os tratamentos serem considerados bem-sucedidos, o paciente tinha que ter ficado curado da incontinência três meses após o tratamento. 
 
Foi apurado que a intervenção cirúrgica era o método mais eficaz, com uma taxa de sucesso de 82%, bem acima dos outros métodos. Os exercícios do pavimento pélvico encontravam-se em segundo lugar, com 53% de taxa de sucesso. Seguidamente, a medicação, apenas produziu 49% de sucesso. Os chamados agentes de volume, ou seja, a injeção de enchimento no tecido danificado à volta da uretra para manter a área apertada, apenas apresentaram sucesso em 37% dos casos. 
 
Os investigadores consideram o emprego dos fármacos antimuscarínicos como uma despesa muito grande para os sistemas de saúde, considerando a taxa de sucesso que não chega aos 50%. Por outro lado, a intervenção cirúrgica é atualmente mais simples e dá bons resultados a longo prazo, comenta Ian Milson.
 
A incontinência fecal e urinária tem um impacto no bem-estar, qualidade de vida e saúde sexual, fazendo com que o indivíduo se sinta isolado em termos sociais e profissionais. Segundo o investigador, “500 milhões de pessoas neste planeta sofrem com este problema; precisamos de melhorar os métodos de tratamento, não esquecendo os mais idosos e quem tem doenças neurológicas, que são particularmente muito afetados”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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