Incidência de bactéria resistente diminui em 2015

Dados da Direção Geral da Saúde

30 junho 2016
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A incidência da bactéria Staphylococcus aureus resistente ao antibiótico meticilina (MRSA) diminuiu em 2015, embora ainda atinja os 46%, de acordo com o diretor-geral da Saúde.
 

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a atividade desta bactéria em Portugal, responsável por muitas infeções em meio hospitalar, preocupa as autoridades de saúde. De acordo com a Geral da Saúde (DGS), a incidência deste agente resistente aumentou de 45,5 para 54,6%, entre 2003 e 2011.
 

Contudo, Francisco George referiu que esta percentagem diminui para 46% em 2015. Ainda assim, um valor preocupante. Segundo o Relatório Global sobre a Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos – 2015, verificou-se nesse ano uma redução das taxas de resistência em alguns microrganismos multirresistentes, como a MRSA.
 

No entanto, a forma como as unidades de saúde combatem as infeções hospitalares não é uniforme. No Hospital São João, no Porto, cerca de 40% dos pacientes que dão entrada na urgência têm fatores de risco para rastreio da presença de agentes que causam infeções hospitalares, segundo o coordenador da Unidade de prevenção e controlo de infeção e de resistências aos antimicrobianos do Centro Hospitalar de São João.
 

Carlos Alves explicou que a política do hospital é colocar estes doentes em isolamento. Contudo, esta medida representa um custo acrescido para a instituição e um certo desconforto para os doentes.
 

No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, são rastreados todos os doentes que estiveram institucionalizados, que são oriundos de lares, que foram recentemente operados ou fazem hemodiálise, segundo o coordenador do Grupo de coordenação local do plano de prevenção e controlo de infeção e de resistências aos antimicrobianos desta unidade de saúde. Carlos Palos disse que o objetivo é “os doentes irem para o sítio certo quando deixarem o serviço de urgência”.
 

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos recorre a testes rápidos para averiguar a presença de determinados agentes em doentes de risco, como os provenientes de lares, de outros hospitais ou que façam hemodiálise.
 

Valquíria Alves, membro da Comissão de prevenção e controlo de infeção e de resistências aos antimicrobianos desta ULS, afirmou que a possibilidade deste teste, que garante resultados em duas horas, melhorou significativamente as taxas de infeção.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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