Incentivos à natalidade e fertilidade

Novas propostas do grupo nomeado pelo Governo

17 julho 2014
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O grupo nomeado pelo Governo para debater incentivos à natalidade, na área da fertilidade propõe medicamentos gratuitos, centros com maior capacidade e o alargamento da idade de tratamentos para os 42 anos na mulher.
 

De acordo com o relatório ao qual a agência Lusa teve acesso “Por um Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade (2015-2035)”, o grupo defende o “alargamento do apoio médico em situações de infertilidade”.
 

Os especialistas propõem uma comparticipação de 100% dos medicamentos específicos, a dotação dos centros de tratamento desta doença de “maior capacidade para o atendimento e tratamento”. Foi também proposto o alargamento da idade de tratamentos para infertilidade para os 42 anos na mulher.
 

O grande objetivo deste conjunto de medidas é “melhorar o acesso aos cuidados médicos de casais com problemas de fertilidade” e “diminuir o número de casais inférteis em lista de espera para o tratamento”.
 

O grupo defende ainda uma campanha de informação sobre as causas da infertilidade, nomeadamente sobre os comportamentos que podem provocar situações de infertilidade: “Tabagismo, obesidade e drogas”.
 

Coordenado pelo professor universitário Joaquim Azevedo, o relatório conta entre os seus autores com a pediatra e diretora clínica do Centro Hospitalar Lisboa-Norte, Maria do Céu Machado, e Ana Cid Gonçalves, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.
 

O presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) manifestou concordância com o “aumento significativo da comparticipação na aquisição dos medicamentos específicos e na dotação dos centros de tratamento da infertilidade, em particular no que respeita aos centros públicos, de maior capacidade para o atendimento e tratamento”, que o grupo propõe.
 

Relativamente ao alargamento, para os 42 anos na mulher, da idade de tratamentos para infertilidade, o CNPMA demarca-se da proposta, recordando que “as taxas de sucesso das técnicas de PMA diminuem fortemente com o aumento da idade das mulheres”.

 

De acordo com Eurico Reis, “o Conselho entende ser preferível aumentar os incentivos e apoios às mulheres mais novas para que os tratamentos se iniciem em idades em que essas taxas de sucesso são maiores e a potencial saúde das crianças nascidas está sujeita a menos perigos”.

 

Relativamente à campanha de informação, Eurico Reis afirmou que, além do tabagismo, da obesidade, do consumo de drogas e até de práticas sexuais promíscuas e não seguras - que são iniciadas em idades cada vez mais precoces -, existem outras razões para o aumento da infertilidade, como por exemplo a poluição (atmosférica mas não só) e o stress.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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