Incapacidade Auditiva afecta 7% dos portugueses

Análise aos dados do 4º Inquérito Nacional de Saúde

10 outubro 2007
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Cerca de 745 mil portugueses tem Incapacidade Auditiva, moderada ou grave, o que significa 7,45% da população, revela uma análise realizada por uma equipa do Observatório Nacional de Saúde (ONSA) ao 4º Inquérito Nacional de Saúde.
 

 

A análise detectou ainda que 147 mil destes indivíduos tem menos de 65 anos e que a condição tem «uma prevalência bruta e padronizada pela idade mais elevada no sexo masculino do que no sexo feminino», refere o relatório.
 

 

No conjunto dos dois sexos, a maior percentagem bruta de Incapacidade Auditiva foi observada na região do Alentejo – 11% nos homens e 9,5% nas mulheres. No entanto, após padronização pela idade, a Região Norte teve o valor mais elevado no conjunto dos dois sexos (11,6%), ficando a Região do Alentejo em segundo lugar (9,7%). A Região Autónoma da Madeira teve a prevalência padronizada mais baixa (5%). Segundo a análise, a prevalência de Incapacidade Auditiva diminuiu com o aumento do grau de escolaridade.
 

 

O relatório alerta ainda para o facto de, nos últimos anos, o ruído ambiental, incluindo o proveniente do tráfego e de actividades recreativas, ter aumentado, «mas a poluição sonora tem tido uma prioridade muito menor do que a poluição da água e do ar nas políticas nacionais».
 

 

Face aos dados apurados, a equipa refere que se deve promover a investigação epidemiológica sobre incapacidade auditiva, e possíveis exposições com ela relacionadas, nas várias regiões e a sua distribuição nas respectivas populações.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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