Inatividade física é pior inimiga da doença cardíaca a partir dos 30

Estudo publicado no “British Journal of Sports Medicine”

13 maio 2014
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A partir dos 30 anos, a ausência de exercício físico é o fator que mais tem impacto no desenvolvido de doença cardíaca nas mulheres, defende um estudo publicado no “British Journal of Sports Medicine”.

 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Queensland, na Austrália, decidiram quantificar a contribuição que quatro dos fatores de risco associados ao desenvolvimento de doença cardíaca tinham no desenvolvimento desta condição, ao longo da vida das mulheres.

 

Os cálculos das estimativas da prevalência dos quatros fatores de risco (excesso de peso, tabagismo, elevada pressão arterial e inatividade física) foram realizados em 32.154 mulheres australianas.

 

O estudo apurou que a prevalência do tabagismo tinha diminuído de 28% nas mulheres entre os 22 e os 27 anos para o 5% nas mulheres entre os 73 e os 78. Contudo, a prevalência da inatividade física e a pressão arterial elevada aumentou de forma constante entre 22 e os 90 anos. O excesso de peso aumentou a partir dos 22 até aos 64 anos e diminui em idades mais avançadas.

 

Ao combinarem a prevalência dos factores de risco com os dados de risco relativo, os investigadores constataram que até aos 30 anos o tabagismo era o fator que mais contribuía para o desenvolvimento da doença cardíaca. Contudo, a partir dos 30 e até ao final dos 80 anos, os níveis baixos de atividade física foram responsáveis pelos níveis mais elevados de risco de desenvolvimento da doença cardíaca.

 

Os autores do estudo concluem que a contribuição dos diferentes fatores de risco associados ao desenvolvimento das doenças cardíacas varia ao longo da vida.

 

Os investigadores acrescentaram ainda que deve ser dada mais enfase à promoção da atividade física, a qual é muitas vezes ofuscada pelo foco atual no excesso de peso e obesidade.

 

"Os nossos dados sugerem que os programas nacionais para a promoção e manutenção da atividade física, ao longo da vida adulta, mas especialmente na idade adulta jovem, merecem ter, por parte da saúde pública, uma maior prioridade para as mulheres", concluem.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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