Inalável para a asma associado a exacerbação dos sintomas em pacientes com variante genética

Estudo da Brighton and Sussex Medical School

12 outubro 2009
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O salbutamol, um fármaco inalável pertencente à classe dos agonistas beta-adrenérgicos usado no tratamento de doenças respiratórias, nomeadamente na asma, pode aumentar a exacerbação dos sintomas em pessoas portadoras de uma variante genética específica.

 

O estudo britânico, realizado por investigadores da Brighton and Sussex Medical School, e que será publicado na revista “Asthma and Immunology”, analisou pacientes com idades entre os três e os 22 anos, que usavam o salbutamol diariamente para controlar os sintomas da asma. Foi verificado que os portadores de uma mutação no gene Arg16 apresentaram um risco 30% maior de exacerbação dos sintomas do que os jovens que não apresentavam a mutação. Também foi verificado que quem tinha duas cópias do gene apresentava um aumento de 70% nas crises de asma.

 

Os investigadores adiantam que os mesmos riscos são observados no salmeterol, um fármaco da mesma classe mas com uma acção mais prolongada.

 

Para Somnath Mukhopadhyay, membro da equipa de investigadores, os resultados do estudo são de imensa importância para a prescrição medicamentosa, uma vez que existem países, como a Índia, onde a mutação genética é comum.

 

Segundo os cientistas, os testes para diagnosticar a variante genética poderão ser simples e relativamente baratos, necessitando-se apenas da recolha de saliva.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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