Imunidade dos portugueses é alta relativamente às doenças do Programa Nacional de Vacinação

Dados de um projeto do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge

06 fevereiro 2017
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A imunidade da população portuguesa face às doenças abrangidas pelo Programa Nacional de Vacinação é “alta”, sendo de 100% no caso do tétano, segundo um estudo sobre a prevalência de anticorpos específicos para estas doenças.
 

Este é um projeto do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) que tem como objetivo conhecer a prevalência de anticorpos específicos para as doenças que integram o Programa Nacional de Vacinação (PNV), bem como para outros agentes infeciosos com impacto negativo em saúde pública, através da recolha de uma amostra aleatória da população residente no país, estratificada por região e grupo etário.
 

Este é um dos 26 projetos que beneficiam de financiamento do Programa Iniciativas em Saúde Pública (PT06), o qual resulta do Memorando de Entendimento celebrado entre o Estado Português e os Estados Doadores do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu 2009-2014 (MFEEE) – Islândia, Liechtenstein e Noruega.
 

Paula Palminha, a coordenadora do Laboratório Nacional de Referência das Doenças Evitáveis pela Vacinação, do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA, revelou à agência Lusa que os primeiros resultados apontam para uma “alta” imunidade da população portuguesa para as doenças cujas vacinas integram o PNV.
 

“Uma das doenças em que o PNV foi mais favorável é o tétano em que a seroprevalência é de 100% em vários grupos etários, ou seja, a totalidade dos indivíduos estudados estava inume ao tétano”, disse.
 

Relativamente à difteria, a investigação concluiu que, comparativamente ao anterior inquérito serológico, registou-se um aumento da seroprevalência, o que poderá dever-se à administração desta vacina conjuntamente com a do tétano na idade adulta.
 

Dos dados conhecidos, não se observaram diferenças relevantes entre as regiões. No entanto, Paula Palminha referiu que, no que diz respeito à rubéola, foram identificadas “diferenças a nível de género, em que, no sexo masculino, entre os 15 e os 44 anos, a seroprevalência é menor do que no sexo feminino”.
 

Este projeto teve como objetivo conhecer a prevalência de anticorpos específicos para as doenças que integram o PNV, bem como para outros agentes infeciosos com impacto negativo em saúde pública, através da recolha de uma amostra aleatória da população residente no país, estratificada por região e grupo etário.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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