Importante descoberta na luta contra o cancro

Investigadores australianos descobrem novo tratamento

25 junho 2003
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Cientistas australianos descobriram um novo tratamento que aumenta a produção de células-T, encarregadas de lutar contra as infecções, fortalecendo o sistema imunológico de doentes com cancro, disseram hoje fontes médicas.
 

 

Um grupo de cientistas da Universidade de Monash, em Melbourne, descobriu que um grupo de medicamentos semelhantes à hormona GnRH, que bloqueiam a produção das hormonas sexuais em pacientes com cancro da próstata e da mama, rejuvenesce o timo, uma glândula que se deteriora com a idade.
 

 

Situada na parte antero-superior da cavidade torácica, atrás do externo e por cima do coração, o timo, que se atrofia depois da puberdade, produz as células-T, cujo papel é vital na luta contra as doenças infecciosas.
 

Peter Hansen, director da Norwood Abbey, a empresa de Melboune que financiou este projecto com quatro milhões de dólares, explicou que «as empresas farmacêuticas desconheciam que os medicamentos GnRH tinham impacto no sistema imunológico».
 

 

Acrescentou ser vantajoso que o produto já se encontre à disposição do público, tornando assim possível que o novo tratamento contra o cancro entre no mercado em dois anos.
 

 

Por seu lado, o chefe do governo do Estado de Vitória, John Twaites, anunciou que seis dos mais importantes hospitais do Reino Unido e dos Estados Unidos estão dispostos a testar o tratamento numa centena de pacientes.
 

 

Outro centro de investigação na Suíça também manifestou interesse em testar no próximo ano o mesmo tratamento em 50 pacientes com sida. A descoberta foi divulgada segunda-feira numa conferência internacional sobre biotecnologia, a Bio2003, realizada em Washington.
 

 

O chefe da equipa de investigação de Monash, Richard Boyd, declarou nessa conferência que entre 60 a 80 por cento dos 16 pacientes com cancro de próstata em que o tratamento foi ensaiado conseguiram aumentar a sua produção de células-T em 50 por cento.
 

 

«É difícil assinalar os efeitos a longo prazo», embora «possamos ver os primeiros resultados muito rapidamente... pelo que seria incorrecto não submeter estes pacientes à terapia», disse Byrd à emissora australiana ABC.
 

Segundo os cientistas australianos, o tratamento tem efeitos secundários mínimos, como irritações na pele e ardores.
 

 

Fonte: Lusa
 

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