Implicações do aborto químico ou cirúrgico em futura gravidez

Trabalho apresentado na “The New England Journal of Medicine”

21 agosto 2007
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As mulheres que interrompem a gravidez pela via farmacológica ou através de cirurgia correm os mesmos riscos de desenvolver gravidezes extra-uterinas ou sofrer abortos espontâneos, conclui um estudo que contraria outros que atribuem mais risco aos fármacos.
 

 

Publicada pelo “The New England Journal of Medicine”, a investigação avaliou o impacto do misoprostol, mifepristona e metotrexato - os três fármacos aprovados para a interrupção da gravidez - na gestação imediatamente seguinte a um aborto, não tendo identificado maior risco de complicações associadas ao uso destes fármacos.
 

 

A investigação analisou o primeiro trimestre de gravidez de 12 mil mulheres dinamarquesas a seguir a um aborto, feito com recurso a medicamento ou através de cirurgia, entre 1999 e 2004. Entre os casos analisados registaram-se 274 gravidezes ectópicas, 1.426 abortos espontâneos, 552 partos prematuros e 478 recém-nascidos com baixo peso com incidência semelhante entre as mulheres que usaram fármacos e as que seguiram o processo cirúrgico.
 

 

O estudo não compara, contudo, a taxa de complicações surgida em mulheres que se submeteram a qualquer tipo de aborto e as que nunca abortaram. A investigação teve apenas em conta a primeira gravidez após o aborto.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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