Implantes naturais vão substituir os de silicone

Cientistas desenvolvem novo método

01 março 2005
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Um implante natural para os seios, através de células-estaminais, está a ser estudado por cientistas norte-americanos. Os investigadores esperam desenvolver implantes a partir de células-estaminais de tecido gorduroso, cultivadas numa base gelatinosa.
 

 

A base poderia ser moldada de qualquer forma, e os implantes manteriam o seu tamanho e formato melhor do que os feitos com outros materiais. De acordo com os autores do estudo, não haveria risco de rupturas.
 

 

A ideia, no entanto, não é nova. Há muitos anos que vários investigadores procuram uma forma de combinar o tecido adiposo de mulheres com células-estaminais, para desenvolver um implante natural. Nesses estudos, a quantidade de células de gordura necessária para fazer os implantes mostrou ser alta, o que levava à necessidade de extrair parte dela através de cirurgia.
 

 

A equipa da Universidade de Illinois, liderada por Jeremy Mão, tentou uma abordagem diferente. A base em que as células-estaminais foram colocadas copia o ambiente natural no qual as células de gordura se desenvolvem.
 

 

Em seguida, os cientistas implantaram essas bases em formato reduzido sobre a pele de oito ratinhos. Depois de quatro semanas, as células-estaminais transformaram-se em células de gordura e o implante manteve a sua forma original.
 

 

Implantes convencionais podem perder entre 40 a 60 por cento do seu volume ao longo do tempo.
 

 

Embora sejam necessários mais estudos, Jeremy Mao assegurou que a técnica tem o potencial de revolucionar as cirurgias plásticas para aumento de volume mamário e cirurgias plásticas de reconstrução, como as efectuadas no rosto.
 

 

O trabalho foi apresentado por uma equipa da Universidade de Illinois, no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, que ocorreu em Washington.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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