Impacto do stress no sistema cardiovascular difere entre homens e mulheres

Estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”

15 outubro 2014
  |  Partilhar:

Os homens e as mulheres têm diferentes reações cardiovasculares e psicológicas ao stress mental, refere um estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”.
 

Para o estudo, os investigadores do Centro de Cardiologia de Duke, nos EUA, contaram com a participação de 56 mulheres e 254 homens que tinham sido diagnosticados com doença cardíaca. Após terem sido submetidos a um teste de base, os participantes foram convidados a completar três tarefas stressantes: um teste de aritmética mental, o teste de espelho (que avalia o autoconhecimento) e um teste de evocação da raiva. Posteriormente os pacientes realizaram um teste físico na passadeira.
 

Ao longo dos testes de stress e nos períodos de descanso entre estes, os participantes foram submetidos a uma ecocardiografia para deteção de alterações cardíacas, foram recolhidas amostras de sangue e medida a pressão arterial e o ritmo cardíaco.
 

O estudo apurou que os homens apresentavam mais alterações na pressão arterial e ritmo cardíaco em resposta ao stress mental. Contudo, perante as mesmas circunstâncias havia um maior número de mulheres a sofrer de isquemia cardíaca, diminuição do fluxo sanguíneo para o coração. As mulheres também apresentavam, comparativamente com os homens, uma maior agregação de plaquetas, um processo precursor da formação de coágulos sanguíneos. Comparativamente com os homens, as mulheres também expressavam um maior aumento nas emoções negativas e uma maior diminuição nas emoções positivas, durante os testes de stress mental.
 

“Este estudo demonstra que o stress mental afeta de forma diferente a saúde cardiovascular dos homens e mulheres. Temos de reconhecer esta diferença quando avaliamos e tratamos os pacientes com doenças cardiovasculares”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Zainab Samad.
 

De acordo com a investigadora, este estudo também chama a atenção para a inadequação de alguns dos atuais instrumentos de avaliação de risco, que não são capazes de medir toda a faceta do risco, por não avaliarem o impacto da resposta fisiológica ao stress nos dois sexos, especialmente entre as mulheres.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.