IMM vais coordenar investigação de complicação de transplante de medula

Investigação financiada com seis milhões de euros pela Comissão Europeia

19 fevereiro 2015
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A Comissão Europeia financiou uma equipa do Instituto de Medicina Molecular (IMM) com seis milhões de euros para coordenar uma investigação sobre o tratamento de uma complicação do transplante da medula óssea.
 

A equipa liderada por João Forjaz de Lacerda, do IMM, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), obteve financiamento do Programa Horizonte 2020 para coordenar um projeto de investigação clínica para o tratamento da doença do enxerto contra o hospedeiro, refere o instituto num comunicado ao qual agência Lusa teve acesso.
 

O projeto, denominado TREGeneration, tem a duração de cinco anos e será conduzido pela equipa do IMM, em parceria com o Hospital de Santa Maria e a FMUL. Do consórcio fazem ainda parte a Alemanha, a Bélgica, a Itália e o Reino Unido.
 

Este consórcio realizará um conjunto de cinco ensaios clínicos paralelos em doentes com uma complicação do transplante de medula óssea denominada doença do enxerto contra o hospedeiro, na qual as células imunitárias do dador “atacam” tecidos e órgãos do doente transplantado, uma doença que ocorre em 30% a 50% dos doentes.

 

O projeto vai testar uma abordagem terapêutica mais específica e com menos efeitos secundários em doentes que não respondem às atuais estratégias de tratamento, sendo que cada ensaio contará com cerca de 20 participantes.

 

Os doentes vão ser tratados com células do respetivo dador de medula óssea com função supressora (células T reguladoras), que são purificadas no laboratório e subsequentemente infundidas ao doente.

 

Estes ensaios clínicos de Fase I/II têm como objetivo identificar o número seguro de células a administrar e dados preliminares de eficácia.

 

Em Portugal, para além dos doentes do Serviço de Hematologia e Transplante de Medula do Hospital de Santa Maria, os serviços de transplante de medula óssea dos IPOs do Porto e de Lisboa irão também participar no estudo.

 

O grupo de João Forjaz de Lacerda, Maria Soares e Rita Azevedo conceberam o projeto e propuseram-no a financiamento, ficando agora com a sua coordenação científica e financeira.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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