Imigrantes africanos e uso do Sistema Nacional de Saúde

Estudo da Universidade de Lisboa

13 março 2007
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A maioria dos imigrantes da África lusófona que vive na área metropolitana de Lisboa está inscrita e utiliza o Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas raramente recorre aos médicos particulares, revela um estudo da Universidade de Lisboa.
 

 

O estudo "Geografia da saúde da população imigrante na área metropolitana de Lisboa", que se centrou nos oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), indica que apenas os cidadãos dos PALOP que já adquiriram a nacionalidade portuguesa utilizam os cuidados de saúde privados.
 

 

De acordo com o documento, os imigrantes em situação irregular são aqueles que não estão inscritos e não utilizam o SNS. A investigação refere que 90% dos africanos residentes na região de Lisboa está inscrito no SNS e que 80% utiliza esses serviços.
 

 

Estes dados constam da tese de mestrado que Inês Martins Andrade, investigadora do Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Urbano, apresentou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
 

 

A investigadora disse à Lusa que as conclusões da tese desmistificam as ideias preconcebidas de que os imigrantes africanos não utilizam os serviços do SNS. Segundo o estudo, a maior parte (62%) dos africanos residentes na região de Lisboa desloca-se ao hospital em situações de urgência, existindo ainda uma fatia (52%), principalmente mulheres, que recorre aos centros de saúde para consultas de rotinas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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