Imatinib pode ser útil no tratamento do AVC

Médicos alertam para efeitos secundários do fármaco

25 junho 2008
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O fármaco imatinib, amplamente usado no tratamento de Leucemia Mieloide Crónica e tumores gastrointestinais, mostrou-se eficaz na redução de complicações decorrentes de AVC (acidente vascular cerebral), sugere um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

 

Estudos efectuados em animais revelaram que o fármaco reduz significativamente o risco de hemorragia cerebral associada ao tratamento com activador do plasminogéneo tecidular (tPA).
 

 

Daniel Lawrence, professor na Faculdade de Medicina da University of Michigan, nos EUA, e autor principal do estudo, explica que quando o tPA chega ao cérebro, através dos vasos sanguíneos danificados, vai actuar numa proteína envolvida na formação destes vasos sanguíneos (a PDGF-CC) e no receptor PDGF-alfa que faz a ligação a esta proteína. Este processo torna os vasos sanguíneos porosos e vulneráveis a fugas de sangue.
 

 

O imatinib, que bloqueia o receptor PDGF-alfa, contraria este efeito e reduz em 50% a quantidade de hemoglobina presente no cérebro após tratamento com tPA.
 

 

Contudo, ainda na semana passada, numa carta publicada no “New England Journal of Medicine”, médicos franceses descreveram o caso de uma mulher de 25 anos que desenvolveu graves danos musculares enquanto tomava o fármaco. No início do ano, um outro caso, reportado por médicos gregos à mesma publicação, sugere que o imatinib poderia alterar a função dos ovários e afectar a fertilidade.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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