Imagens em 3D mais eficazes do que fotos para tratamento de fobias

Investigação liderada por Luís Monteiro

23 maio 2011
  |  Partilhar:

Imagens em formato 3D provocam “emoções com maior intensidade” do que as tradicionais fotografias a 2D e tornam-se mais eficazes no tratamento de fobias ou situações de stress pós-traumático, conclui um estudo liderado por Luís Monteiro, docente da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU).

 

Uma vez que no tratamento de fobias os pacientes são expostos e confrontados aos “estímulos fóbicos”, muitas vezes com imagens fotográficas, este estudo indica que, “através da realidade virtual, os resultados são mais rápidos, mais intensos e o método mais fácil de realizar, porque é possível recriar os mais diversos cenários” através de computador.

 

O estudo envolveu uma amostra de 214 pessoas, que foram sujeitas a recolhas de informação de resposta fisiológica, através da actividade eléctrica da pele e observação do ritmo cardíaco. “Houve uma maior activação (dos dados fisiológicos) quando confrontados com as imagens 3D do que com fotografias”, disse, em declarações à agência Lusa, Luís Monteiro, acrescentando que foram ainda efectuados testes ao nível da actividade cerebral.

 

Através da realidade virtual, refere o investigador, “é possível reduzir os tempos de recuperação”, uma vez que se conseguem sessões com maior intensidade.

 

A investigação é financiada por uma bolsa da Fundação Bial, no valor de 25 mil euros, e o relatório final deste trabalho, do qual sairão quatro artigos científicos, será entregue à Fundação em Setembro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.