Imagens do cérebro podem fornecer pistas sobre risco de suicídio

Estudo publicado na “Psychological Medicine”

17 outubro 2019
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A Universidade de Illinois em Chicago, EUA, realizou um estudo para perceber se uma análise ao cérebro pode demonstrar sinais claros de tendência suicida em pessoas com problemas como a depressão.
 
Scott Langenecker, psiquiatra e autor do estudo, afirma que existem “poucas ferramentas para identificar indivíduos que poderão ter um elevado risco de comportamentos suicidas” e que, hoje em dia, os médicos se baseiam na sua avaliação e em relatos do doente.
 
Estudos anteriores identificaram circuitos cerebrais que estão associados a perturbações do humor, sendo eles a rede de controlo cognitivo (CCN na sigla em inglês), envolvida na função executiva, resolução de problemas e impulsividade, a rede emocional e motivacional (SEN na sigla em inglês) envolvida no processo e regulação de emoções e a rede de modo por defeito (DMN na sigla em inglês) ativada quando os indivíduos focam os pensamentos em si mesmos. 
 
Para observar as ligações destas áreas do cérebro, os investigadores submeteram 212 jovens adultos a uma ressonância magnética funcional. Os participantes eram divididos em três grupos: com distúrbio de humor e historial de tentativa de suicídio, com distúrbio de humor, mas sem historial de tentativa de suicídio e um grupo de controlos saudáveis.
 
O grupo de distúrbio de humor e historial de tentativa de suicídio revelou menos ligações na rede de controlo cognitivo (CCN) e entre esta e a rede de modo por defeito (DMN) do que os outros dois grupos.
 
Estas diferenças podem representar um potencial alvo de diagnóstico preventivo e tratamento com, por exemplo, abordagens neuromoduladoras. Os investigadores acreditam que se se conseguir melhorar as ligações das redes, diminuir-se-á o risco de suicídio no futuro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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